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Intel lança processador mais poderoso do mundo para notebooks

Nesta quinta-feira (02), a Intel anunciou seis novos processadores Core de 10ª geração para dispositivos móveis.

Além de ser os primeiros chips do mundo, para notebooks, a quebrar a barreira dos 5 GHz, eles trazem várias tecnologias que otimizam seu desempenho e consumo. Um deles, inclusive, é o mais poderoso do mundo nessa categoria, segundo a empresa.

Processadores móveis Intel Core 10ª geração Série H

Fonte: Intel/Divulgação

Processadores para notebooks sempre são apresentados como chips que entregam desempenho otimizado, mantendo o foco na economia de energia. Afinal, para quem precisa se locomover, não adianta ter uma super máquina que precisa ficar ligada na tomada o tempo todo.

Dessa vez, os novos chips móveis da Intel têm um apelo maior no desempenho. Isso não significa que eles não são econômicos, mas o fato é que a empresa parece ter focado na alta performance, inclusive, incluindo recursos para overclocking.

Especificações dos chips

São seis novos chips desta linha H, onde todos eles suportam memória DDR4 de 2933 MHz em dual channel. Os modelos Core i9 e i7 são compatíveis com a tecnologia Intel Thermal Velocity Boost, que aumenta a frequência turbo além do especificado (até 200 MHz), caso haja margem térmica (CPU com 65º ou menos) para o Intel TVB atuar.

Fonte: Intel/DivulgaçãoFonte: Intel/DivulgaçãoFonte:  Intel 

O chip mais poderoso é o Core i9-10980HK, que tem 8 núcleos, 16 threads e clock turbo que chega a incríveis 5,3 GHz. Vale lembrar que essa frequência não é atingida em todos os núcleos ao mesmo tempo. A marca diz que esse chip é o mais poderoso que se pode colocar em um notebook no momento.

Esse processador também é desbloqueado para overclocking e suporta o recurso Intel Speed Optimizer, que pode elevar as frequências base de forma automática com apenas um clique, segundo a companhia.

Intel Adaptix Dynamic Tuning

Outra característica que ajuda a nova plataforma da Intel a ter desempenho otimizado, sem desperdiçar energia, é o Intel Adaptix Dynamic Tuning, uma ferramenta utilizada pelas fabricantes de dispositivos para extrair a máxima performance de um chip, por meio do monitoramento de variáveis como temperatura, rotação da ventoinha, modo de uso, estado atual do processador, etc., e ajustando o poder de processamento dinamicamente, de acordo com o design térmico do equipamento.

Disponibilidade

Nas próximas semanas, os parceiros da Intel devem começar a disponibilizar seus equipamentos baseados nos novos chips Intel Core 10ª geração Série H, que terão características como: modelos gamer com menos de 2 cm de espessura, modelos híbridos (com duas telas), e modelos com painéis que poderão ter 17” com bordas finas, além de HDR 1000 e taxa de atualização de até 300 Mhz.

Todos eles serão compatíveis com as tecnologias Thunderbolt 3 e o Intel Wi-Fi 6 (Gig+).

Fonte: Tecmundo

Tecnologia do aplicativo Coronavírus SUS será compartilhada com outros países

Argentina, Equador e Panamá foram os primeiros a solicitar e receber o código do aplicativo do Governo Federal

Publicado em 13/03/2020 13h41 Atualizado em 16/03/2020 11h21

Aplicativo está disponível de graça na loja virtual do Governo Federal, nas plataformas App Store e Play Store

O Governo Federal liberou o código do aplicativo Coronavírus SUS, desenvolvido pelo Ministério da Saúde e disponível gratuitamente na loja virtual do governo, na Apple Store e na Play Store. Com isso, outros países podem adotar a tecnologia e oferecer as informações para seus usuários, adaptando a língua e geolocalização.

Países como Argentina, Equador e Panamá já entraram em contato com o governo brasileiro e receberam o código do aplicativo. O app será liberado para outras nações que fizerem o pedido também.

De acordo com o secretário de Governo Digital, Luís Felipe Monteiro, os avanços na transformação digital do governo brasileiro potencializam não só a melhoria dos serviços públicos, mas também servem de referência para iniciativas de governos ao redor do mundo. “É motivo de orgulho podermos ajudar a população mundial a prevenir situações de crise, como a do coronavírus”, complementa.

Segundo o diretor do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), Jacson Barros, o aplicativo foi desenvolvido em apenas dois dias, usando a base tecnológica de um app que estava em desuso, o que facilitou o processo de atualização. “Estamos adaptando a aplicação para que possa ser utilizada em qualquer momento de crise. Hoje, é coronavírus. Amanhã, pode ser tuberculose, influenza, etc. Já estamos na fase de desenvolvimento”, afirma Jacson Barros.

Conscientização

O aplicativo Coronavírus SUS foi lançado em 28 de fevereiro para conscientizar a população sobre o coronavírus. Acessando o app, o cidadão vai saber como se prevenir e o que fazer em caso de suspeita e infecção. Também pode conferir se os sintomas que está sentindo são compatíveis com o da doença. A ferramenta, que conta com serviço de geolocalização, indica unidades de saúde próximas ao usuário.

Segundo a brasiliense professora de matemática, Gabriela Parreira, que baixou recentemente o aplicativo sobre o coronavírus, a ferramenta é importante também por tratar sobre fake news, que acabam prejudicando o conhecimento da população. "É bom que todos tenham acesso às informações corretas e de forma clara, explicou.

Com informações do Ministério da Economia

Tecnologia que sequenciou coronavírus no Brasil permite monitorar epidemia

Monitoramento permite identificar as regiões do genoma viral que menos sofrem mutações, algo essencial para o desenvolvimento de vacinas

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28/02) no site Virological.org, um fórum de discussão e compartilhamento de dados entre virologistas, epidemiologistas e especialistas em saúde pública. Além de ajudar a entender como o vírus está se dispersando pelo mundo, esse tipo de informação é útil para o desenvolvimento de vacinas e testes diagnósticos.

“Ao sequenciar o genoma do vírus, ficamos mais perto de saber a origem da epidemia. Os casos confirmados no Brasil veio da Itália, contudo, os italianos ainda não sabem a origem do surto na região da Lombardia, pois ainda não fizeram o sequenciamento de suas amostras. Não têm ideia de quem é o paciente zero e não sabem se ele veio diretamente da China ou passou por outro país antes”, disse Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da USP.

De acordo com Sabino, a sequência brasileira é muito semelhante à de amostras sequenciadas na Alemanha no dia 28 de janeiro e apresenta diferenças em relação ao genoma observado em Wuhan, epicentro da epidemia na China. “Esse é um vírus que sofre poucas mutações, em média uma por mês. Por esse motivo não adianta sequenciar trecho pequenos do genoma. Para entender como está ocorrendo a disseminação e como o vírus está evoluindo é preciso mapear o genoma completo”, explicou.

Vigilância epidemiológica

Ao lado de Nuno Faria, da Universidade de Oxford, Sabino coordena o Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE). O projeto, apoiado por FAPESP, Medical Research Council e Fundo Newton (os dois últimos do Reino Unido), tem como objetivo estudar em tempo real epidemias de arboviroses, como dengue e zika.

“Por meio desse projeto foi criado uma rede de pesquisadores dedicada a responder e analisar dados de epidemias em tempo real. A proposta é realmente ajudar os serviços de saúde e não apenas publicar as informações meses depois que o problema ocorreu”, disse Sabino à Agência FAPESP.

Segundo a pesquisadora, assim que o primeiro surto de COVID-19 foi confirmado na China, em janeiro, a equipe do projeto se mobilizou para obter os recursos necessários para sequenciar o vírus assim que ele chegasse no Brasil.

“Começamos a trabalhar em parceria com a equipe do Instituto Adolfo Lutz e a treinar pesquisadores para usar uma tecnologia de sequenciamento conhecida como MinION, que é portátil e barata. Usamos essa metodologia para monitorar a evolução do vírus zika nas Américas, mas, nesse caso, só conseguimos traçar a origem do vírus e a rota de disseminação um ano após o término da epidemia. Desta vez, a equipe entrou em ação assim que o primeiro caso foi confirmado”, contou Sabino (leia mais em: agencia.fapesp.br/25356/).

Quebra de barreiras

O primeiro caso de COVID-19 no Brasil (BR1) teve diagnóstico molecular confirmado no dia 26 de fevereiro pela equipe do Adolfo Lutz. Trata-se de um paciente infectado na Itália, possivelmente entre os dias 9 e 21 deste mês. O sequenciamento do genoma viral foi conduzido por uma equipe coordenada por Claudio Tavares Sacchi, responsável pelo Laboratório Estratégico do Instituto Adolfo Lutz (LEIAL), e Jaqueline Goes de Jesus, pós-doutoranda na Faculdade de Medicina da USP e bolsista da FAPESP.

“Já estávamos prevendo a chegada do vírus no Estado de São Paulo e, assim que tivemos a confirmação, acionei os parceiros do Instituto de Medicina Tropical da USP. Já estávamos trabalhando juntos há alguns meses no uso da tecnologia MinION para monitoramento da dengue”, contou Saccchi à Agência FAPESP.

“Conseguimos quebrar algumas barreiras com esse trabalho. A universidade treinou equipes e transferiu tecnologia para que o sequenciamento pudesse ser feito no lugar certo, que é o centro responsável pela vigilância epidemiológica. É assim que tem de ser”, disse Sabino.

Além do Lutz e da USP, participam do Projeto CADDE integrantes da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), ambos ligados à Secretaria de Estado da Saúde.

Plano de contenção

O infectologista e professor da FM-USP Esper Kallás tem auxiliado a Secretaria de Estado da Saúde, desde meados de janeiro, a elaborar a estratégia de atendimento de pacientes eventualmente infectados pelo SARS-CoV-2. O Instituto de Infectologia Emilio Ribas e o Hospital das Clínicas da USP foram escolhidos como instituições de referência para atender os casos graves no Estado.

“O HC segue um protocolo para contenção de catástrofe chamado HICS [sistema de comando de incidentes hospitalares, na sigla em inglês], que já foi acionado no atendimento a vítimas do massacre escolar em Suzano [ataque que deixou dez mortos em 2019] e durante a epidemia de febre amarela de 2018. Agora, sabendo que possivelmente há uma epidemia de coronavírus a caminho, já estabelecemos todos os fluxos de atendimento”, contou.

Ainda segundo Kallás, foi criado um grupo de trabalho para discutir protocolos de estudos clínicos que serão feitos com os pacientes diagnosticados e atendidos na rede pública estadual.

“Esse planejamento estratégico e a rápida publicação do genoma viral são indicadores da capacidade que o Estado de São Paulo tem de responder com ciência de alta qualidade e de contribuir para o entendimento das ameaças à saúde da população”, afirmou.

Fonte: Exame.com

WhatsApp: Modo Escuro finalmente chega para todos

Tão mítico quanto o Curupira, o Modo Escuro do WhatsApp finalmente saiu da dimensão das lendas da internet para se fazer presente na vida dos seus bilhões de usuários ao redor do mundo nesta terça-feira (03).

O mensageiro já vinha testando a interface alternativa no Android e no iOS com grupos seletos de usuários, e agora começou a liberar gradualmente sua primeira versão estável com o modo escuro para todos.

É importante notar que essa atualização está em processo de distribuição, e pode ser que você ainda não tenha a recebido ou mesmo a tenha disponível para baixar na Play Store ou App Store.

whatsapp
Imagens oficiais da nova interface do mensageiro (Reprodução/WhatsApp)

Seja como for, o design da nova interface escura é exatamente aquele que já vimos nos testes do recurso nas versões beta do app. Em seu blog oficial, o WhatsApp destaca que essa mudança foi pensada para reduzir o cansaço visual do usuário que interage com seu smartphone por muito tempo.

Em um vídeo promocional feito especialmente para o Modo Escuro, o WhatsApp mostra pessoas usando o novo celular em quartos escuros, destacando a vantagem que a nova interface traz.

Como ativar o Modo Escuro no WhatsApp

Os usuários do Android 10 e iOS 13 podem ativar o modo escuro diretamente nas configurações de seus aparelhos. No Android 9 ou versões anteriores do Robô, é preciso abrir as “Configurações” do próprio WhatsApp, tocando em “Conversas” e, em seguida, selecionando “Tema”. O Modo Escuro estará disponível em seguida.

Em outra oportunidade, nós ainda ensinamos você como usar o Modo Escuro no WhatsApp mesmo que seu celular ainda não tenha recebido a nova atualização.

E aí? Gostou do modo escuro ou você ainda não conseguiu baixar a novidade? Conta pra gente na seção de comentários.

Fonte: Tecmundo

Afinal, o que faz o modo avião?

Quem viaja frequentemente de avião já está acostumado: antes da decolagem, os comissários de bordo orientam todos os passageiros a colocarem seus celulares no modo avião. Mas o que isso realmente significa?

A ativação do modo avião faz que o celular pare de emitir todos os sinais que geralmente emite, como Wi-Fi, 4G, bluetooth e outros. Isso garante um “caminho aberto” para que o piloto se comunique com a central de voo.

Do ponto de vista do piloto e daqueles que comandam o voo, celulares que não estão em modo avião emitem sinais que podem interferir na comunicação da equipe com os sistemas dos aeroportos.

No caso de apenas um aparelho estar sem o modo avião ativado, os sinais emitidos por ele não devem ter impacto significativo no voo. Já em um cenário em que dezenas de dispositivos estejam emitindo sinais ao mesmo tempo, isso vai causar uma sobrecarga. E é aí que está o problema: isso pode afetar o avião quando ele estiver em momentos críticos, como quando ocorre a comunicação remota e digital com os aeroportos.

Isso porque, assim como qualquer tecnologia, existe um limite de quantidade de sinal que o sistema de um avião pode suportar. Durante um voo, o modo avião reduz consideravelmente esse volume e permite que diferentes interfaces funcionem normalmente. É uma situação semelhante à que ocorre quando muitas pessoas utilizam o sinal de um mesmo roteador: algumas delas podem não alcançar a conexão desejada.

Os momentos de maior comunicação entre piloto e central de voo ocorrem na decolagem e na aterrissagem. Por isso, é importante que os celulares a bordo da aeronave estejam em modo avião nessas ocasiões.

As aeronaves modernas têm uma grande quantidade de sistemas, que estão cada vez mais digitalizados. Todas as interfaces presentes na cabine de voo se comunicam o tempo todo, seja por fibra ótica, comunicação sem fio ou cabo. E elas podem ser afetadas se uma carga de sinal muito grande atuar sobre elas. Seria exatamente o que ocorreria se houvesse diversos smartphones em um mesmo lugar com o modo avião desativado.

Desligar apenas o Wi-Fi ou o 4G diminui a quantidade de sinais emitidos pelo celular, mas não garante a mesma segurança que ativar o modo avião.

Para quem acha ruim a necessidade de ativar o modo avião ao embarcar para uma viagem, as notícias são boas: ele não deve durar para sempre. Com o avanço das tecnologias de blindagem de sinal das aeronaves, é provável que em algum momento os passageiros não precisem mais ativá-lo em decolagens e pousos.

Fonte: Olhar Digital

Ransomwares: da insanidade ao modelo de negócios

Um malware de trinta anos que virou modelo de negócio para startups do cibercrime

Apesar de terem sido apresentados ao público de maneira mais ampla por volta de 2017, quando, em um espaço de poucos dias, o WannaCry atingiu o NHS, sistema público de saúde inglês, a matriz da Telefónica na Espanha e outros alvos diversos, os ransomwares não são algo propriamente novos.

A ideia de criptografar os arquivos de uma máquina e depois cobrar um resgate (em inglês: ransom) para ceder a chave que reverte o processo vem lá de trás, em 1989, quando Joseph Popp criou o “AIDS Trojan”, que vinha em um disquete que supostamente traria informações sobre a doença, mas infectava o autoexec.bat de PCs (primeiro arquivo a ser executado nos tempos do DOS).

AIDS Trojan, o primeiro ransomware

O malware fazia com que, na nonagésima vez em que o computador fosse iniciado após a infecção, executasse uma rotina que escondia arquivos e diretórios, criptografando seus nomes, para em seguida dizer que a licença de um software chamado “PC Cyborg” havia expirado e que um pagamento de US$ 189 deveria ser enviado para uma caixa postal no Panamá, junto com um disquete, que seria usado para remeter uma nova “licença”.

Obviamente não foi uma ação muito bem-sucedida. Popp, que era um biólogo evolucionista formador por Harvard e ligado a várias instituições médicas, foi preso em 1989 na Inglaterra e considerado mentalmente incapaz de enfrentar julgamento. Eventualmente foi extraditado para os Estados Unidos, onde passou a viver em isolamento.

Depois do “AIDS Trojan” tivemos um hiato de mais de quinze anos. Foi só em 2005 que surgiu outro ramsonware, desta vez agindo de forma mais agressiva e criptografando dados, não apenas nomes. Mas, mesmo àquela época, ainda era difícil para o “ator” (cibercriminoso) lucrar com isso: o rastro de dinheiro não é algo fácil ser apagado, que o digam os milhões de dólares que Pablo Escobar enterrou por toda a Colômbia.

Apenas em 2013 os resgates em Bitcoin passaram a ser adotados. E, em 2017, veio o infame sucesso. Aliás, uma curiosidade é que o WannaCry teve seu poder de devastação mitigado por um hacker britânico chamado Marcus Hutchins, que descobriu que o malware tentava contactar um site remoto, cujo domínio havia vencido e não havia sido renovado. Hutchins registrou o domínio e criou uma resposta que impedia a ação do malware, evitando um cenário devastador.

A explosão do ransomware e o fomento ao cibercrime

Principalmente nos EUA, empresas e entes dos mais variados níveis de governo começam a fazer seguro contra malwares, e isso terminou por gerar um novo ramo de negócios no submundo, o “Malware As A Service”. Nesta versão deturpada de startups, atores criam o malware e distribuem para afiliados versões personalizadas com códigos de identificação, para que eles infectem vítimas institucionais. Os afiliados irão então tentar vitimar o máximo de pessoas. Sempre que a startup recebe um resgate, ela é capaz de identificar a origem e pagar o quinhão do afiliado, que varia entre 60% e 70%.

Na realidade tal seguro faz com que estes entes deixem de tomar medidas preventivas necessárias para a guarda adequada de dados. Em meados de 2019, não foram poucas as escolas norte-americanas que tiveram problemas no final das férias de meio de ano, ficando com suas infraestruturas completamente comprometidas.

Mas vai além: o seguro que é pago aos cibercriminosos, em última instância, fomenta o próprio crime. Hoje temos criptomoedas que não podem ser rastreadas – ao contrário da crença popular, o Bitcoin é rastreável –, o que torna muito fácil a transferência de recursos financeiros. Não é à toa que em 2021, o cibercrime deverá ultrapassar o faturamento do tráfico internacional de drogas, se tornando a atividade criminosa número 1 do mundo.

Imagem de Katie White, por <a href="https://pixabay.com/pt/?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_campaign=image&utm_content=3998798">Pixabay

Aprofundamento das invasões, GDPR, CCPA, LGPD e outros

Some isso ao método de atuação que vem se desenvolvendo nos últimos anos, em que invasores não atuam de imediato, mas ficam por longos períodos de tempo pesquisando a rede interna de suas vítimas: em pelo menos um caso, um ator operou por quatro anos na infraestrutura de uma rede hoteleira, antes de roubar os dados de 500 milhões de hospedes. Ou seja, há uma sofisticação crescente, tanto na tecnologia, quanto na forma de perpetrar ataques.

Alguns atores passaram não apenas a criptografar dados. Desde novembro de 2019, eles passaram a adicionar extorsão ao sequestro de dados. Veja, qualquer empresa com um mínimo de consciência de cibersegurança trabalha com pelo menos um backup de seus dados. Então em alguns casos a empresa pode se dar ao luxo de ter um dano minimizado ao recuperar um backup.

O que os atores estão fazendo agora é ameaçar expor os dados sensíveis da empresa ao público. Na realidade, em pelo menos dois casos que eu conheça, grupos liberaram lotes de informações de algumas empresas para quem quisesse baixar.

Quando colocamos isso sob a ótica das legislações de proteção de dados, o que poderia ser um caso grave de perda de segredos comerciais, passa a ser também uma violação ainda mais severa a estas legislações. E não apenas no caso de empresas com operação online: a primeira empresa europeia a ser multada por violação à GDPR foi um hospital, cujas medidas para proteger os dados dos pacientes foram consideradas insuficientes pela Autoridade Holandesa de Proteção de Dados.

Por aqui a LGPD ainda não entrou em vigor. Isso deverá ocorrer em 15 de agosto de 2020, caso ela não seja adiada, mas seu vigor em algum momento é inevitável, até porque a PEC 17/2019 quer tornar o direito à privacidade de dados um direito fundamental e, em algum ponto, será necessário este tipo de compliance para se fazer negócios com a União Europeia. E ela, LGPD, vem com multas pesadas.

Ao contrário da maioria dos países do mundo, que tem em atores estrangeiros a origem da maioria de seus ataques, no Brasil, pelo menos 60% do cibercrime é cometido por atores nacionais.

Cibersegurança nunca foi um luxo, mas agora tende a se transformar numa questão de sobrevivência corporativa.

Fonte: tecnoblog

Claro, Oi, TIM e Vivo limitarão número de chips pré-pagos por CPF

Medida foi anunciada pela Anatel e pelas operadoras na CPI das Fake News; objetivo é prevenir fraudes

Na audiência, a Anatel esclareceu que trabalha junto às operadoras para combater os cadastros fraudulentos. Tudo começou com o recadastramento obrigatório do pré-pago, no qual clientes com dados incompletos tiveram que regularizar a situação.

Em 2020, foi disponibilizado o site Cadastro Pré, onde é possível verificar a existência de linhas móveis pré-pagas associadas a um CPF nas operadoras Claro, Oi, TIM, Vivo, Algar e Sercomtel.

Além disso, uma futura etapa prevê a conexão das operadoras com a Receita Federal para verificar a validade e veracidade do CPF. Isso dificultaria a ação de empresas de marketing digital como a Yacows, que utilizou dados obtidos sem autorização, inclusive de idosos e falecidos, para registrar linhas no WhatsApp e disparar mensagens de propaganda política nas eleições de 2018.

Facilidade de adquirir linha permite ativações indevidas

Adquirir uma linha de celular no Brasil é uma tarefa bem simples: basta comprar um chip em pontos de venda como banca de jornal, farmácias ou padaria; e fazer a ativação pelo próprio aparelho informando o CPF e endereço, sem se deslocar a uma loja física da operadora. (O endereço não era exigido até o processo de recadastramento do pré-pago.)

Com essa facilidade, dados de terceiros foram — e continuam sendo — constantemente utilizados para ativar linhas a fim de cometer algum tipo de irregularidade, desde trotes até criação de contas no WhatsApp para enviar spam.

Durante a audiência, o senador Angelo Coronel (PSD/BA) levantou a possibilidade de exigir que os cadastros de linhas sejam feitos apenas presencialmente, nas lojas da operadora. No entanto, as empresas informam que isso dificultaria o acesso ao serviço, principalmente para consumidores de baixa renda.

Se o cadastro presencial fosse exigido, as operadoras teriam de ampliar muito o número de lojas apenas para atender os clientes, o que geraria uma alta despesa. Em 2021, as empresas pretendem digitalizar a coleta de documentos, como é feito atualmente com contas digitais em instituições bancárias.

Com informações: Teletime.

Fonte: tecnoblog

Impactos da Reformulação na Lei da Informática

A Lei de Informática concede incentivos fiscais para empresas do setor de tecnologia, especialmente hardwares e componentes eletrônicos.

Lei da Informática
Crédito: Divulgação

O principal incentivo é a redução do IPI nos produtos habilitados, de acordo com a habilitação prévia dos produtos que possuem o código do NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) incentivado. A lei é um dos mecanismos federais para fomentar a inovação no setor de hardwares e automação em toda indústria nacional.

Em 26 de dezembro de 2019, foi aprovada a Lei 13.969, que dispõe sobre a política industrial para o setor de tecnologias da informação e comunicação e para o setor de semicondutores, alterando o texto legal das Leis nº 8.248/1991 (Lei de informática), nº 11.484/2007 (PADIS e PATVD), nº 10.637/2002 (PIS e Pasep) e nº 8.387/1991 (Lei de informática da ZFM). Ou seja, a partir dessa aprovação, a Lei de Informática foi reformulada. Tendo em vista esse fator, é imprescindível entender quais são os impactos que as novas regras terão para as empresas.

As alterações legislativas impostas na nova lei decorreram das contestações das políticas tributárias aplicadas nos incentivos previstos na Lei de Informática e na Lei do Padis. Essas contestações foram levantadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC), que julgou ilegais os benefícios tributários oferecidos nos programas de fomento e informou não estar alinhadas com as regras do Comércio Internacional, prejudicando assim as empresas de outros países.

Dentre as regras questionadas na Lei de Informática é possível apontar o benefício fiscal concedido sobre o recolhimento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e alguns dos requisitos impostos pelas portarias interministeriais de Processo Produtivo Básico (PPB), as quais estão em atualização desde junho de 2019.

As mudanças previstas na legislação entram em vigor apenas em 1º de abril de 2020, portanto, até essa data as empresas poderão continuar aplicando as regras antigas impostas pela Lei 8.248/1991. É importante destacar que a maior e mais drástica mudança implementada pela Lei 13.969/2019 foi a alteração do incentivo de redução do IPI. O novo benefício fiscal será aproveitado por meio de créditos financeiros que levam em conta o valor do investimento de Pesquisa, desenvolvimento e inovação das empresas PD&I, e o valor do faturamento em produtos que cumpram as regras do processo produtivo básico (PPB) das empresas habilitadas no programa.

É possível também apontar as alterações na forma de cálculo da base de obrigação de investimento de PD&I, nas limitações de investimento por ICTs e na abrangência do escopo dos depósitos em programas e projetos de interesse nacional nas áreas de tecnologias da informação e comunicação considerados prioritários. As mudanças apontadas preveem uma padronização do incentivo, uma vez que não existem mais diferenças no percentual final 4% sobre o faturamento bruto de produtos que seguem o PPB de cumprimento da obrigação em investimentos de PD&I, antes variável conforme a região e o tipo do produto.

Outro ajuste está relacionado aos valores de créditos financeiros, que agora necessitam de certificação por parte do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) antes do usufruto do benefício por parte da empresa. Contudo, esse é um tema que ainda vem gerando uma série de receios, uma vez que a apesar da Lei mencionar que o MCTIC teria um prazo de 30 dias para emitir a certificação dos valores para as empresas, o documento não menciona nenhuma penalidade ou saída para o uso do benefício fiscal em caso de descumprimento do prazo de análise por parte do MCTIC.

O novo cálculo beneficiará as empresas que possuem produtos enquadráveis na Lei de Informática e que dispõem de uma alíquota de IPI baixa, a qual não terá mais nenhum impacto na geração do incentivo fiscal, podendo assim aumentar o retorno do benefício fiscal de tais empresas.

É importante ressaltar que a lei informa que o crédito fiscal deverá ser aproveitado para abater os valores de recolhimento do IRPJ (na proporção de 80% do total do crédito) e para os valores de recolhimento da CSLL (na proporção de 20% do total do crédito). Porém, muitas empresas não possuem lucros para realizar o recolhimento desses impostos, e almejam utilizar o crédito para o abatimento dos demais impostos administrados pela Receita Federal. Vale notar que a nova lei já prevê uma saída para esses casos, que é a possibilidade de ressarcir os valores dos créditos financeiros ganhos com a Lei de Informática nos termos aplicados pela Receita Federal.

Desta forma, o melhor é aguardar o texto do novo decreto, que começou a ser redigido agora em janeiro, a fim de disciplinar este e os outros pontos que a Lei 13.969/2019 ainda deixou em aberto. Independentemente das mudanças, incentivos como a Lei de Informática são fundamentais para impulsionar a competitividade das empresas, além de um passo importante na direção de uma economia mais estável e inovadora.

*Especialista de Produtos do FI Group

Fonte: Diário do Comércio

Galaxy Z Flip está em processo de homologação pela Anatel

Novo celular dobrável da Samsung deve ser mais acessível que seu antecessor Galaxy Fold

Galaxy Z Flip está em processo de homologação pela Anatel

A Samsung anunciou seu primeiro smartphone dobrável, Galaxy Fold, pelo preço de R$ 12.999. Porém, a empresa já anunciou o seu segundo smartphone com a tecnologia, o Galaxy Z Flip, e espera-se que ele seja lançado no evento Unpacked, que vai acontecer em 11 de fevereiro, e mais acessível que seu antecessor. Para aqueles que estão interessados, o modelo já está em processo de homologação pela Anatel.

O sitePinguins Móveisencontrou o número de modelo SM-F700F/DS, apontado por diversas fontes por ser referente ao Galaxy Z Flip, no sistema da Agência Nacional de Telecomunicações. O aparelho ainda não foi aprovado e não recebeu nenhuma documentação ainda.

As características do smartphone já estão vazando na internet. Segundo Ishan Agarwal, o modelo será equipado com uma tela dobrável de 6,7 polegadas com painel Dynamic AMOLED. Além disso, o celular deve ter processador Snapdragon855+, 256 GB de armazenamento, Android 10 com One UI 2.1 e câmera “frontal” de 10 MP.

Segundo o siteXDA Developers, a tela vai possuir o vidro ultrafino da Samsung, conjunto de câmera externa com dois sensores, um principal de 12 MP e outra lente ultra-wide, além de leitor de digital na lateral. Na parte externa, uma pequena tela de uma polegada pode servir como visor para selfies e mostrar a hora, data e nível de bateria.

Fonte: Olhar Digital

O fim do Windows 7: por que o sistema é tão amado e usado até hoje?

Lançado em 2009, o sistema só fica atrás do Windows 10 entre os mais usados para desktops e notebooks

Esta terça-feira (14) é o último dia de “vida” do Windows 7. É a data em que a Microsoft deixa oficialmente de suportar o sistema operacional, com algumas raras exceções. A data marca o fim de uma trajetória de sucesso de um software lançado há mais de 10 anos, no longínquo ano de 2009.

A saga do Vista

Lançado em 2007, o Windows Vista foi inicialmente projetado para chegar ao mercado apenas três anos após o XP, lançado em 2001. Isso dá uma dimensão de como as coisas não estavam caminhando bem dentro da Microsoft, na época dirigida por Steve Ballmer. O executivo viria alguns anos no futuro admitir que o Vista era o seu maior arrependimento como líder da companhia.

E, de fato, não faltaram erros que fizessem o Windows Vista ser ignorado pelo público. O fato mais marcante foi o momento em que Ballmer e sua equipe determinaram um “reset” na base de código do sistema operacional durante sua fase de desenvolvimento. Isso mesmo: foi necessário recomeçar o desenvolvimento do Vista, porque a Microsoft não estava confiante nos rumos que a versão anterior estava tomando, o que significou um atraso enorme na produção e fez com que vários recursos que haviam sido previamente prometidos em público acabassem abandonados.

É claro que uma decisão desse porte afeta a qualidade final do produto, e o mercado reagiu de acordo. O Vista foi instalado em pouquíssimos computadores e até hoje leva a fama de ser um dos piores produtos da Microsoft; ele era visto como lento e pesado e causava uma série de incompatibilidades que atrapalhavam a vida de empresas e usuários, ao mesmo tempo em que o Windows XP funcionava bem o suficiente para justificar uma não-atualização de sistema.

A chegada do Windows 7

Ainda que o Vista tenha sido o fracasso que foi, ele teve uma importância enorme: servir de base para o Windows 7. As ideias que a Microsoft não conseguiu implementar de forma satisfatória seriam refinadas e ajustadas para a nova versão do sistema operacional.

Só de comparar as interfaces já é possível perceber as similaridades com clareza. A identidade visual Aero, implementada no Vista, finalmente chegou a sua versão completa com a versão 7. Isso incluía recursos essenciais da plataforma que são indispensáveis até hoje, como o UAC (Controle de Conta de Usuário), que chegou em um momento em que as ameaças para Windows estavam completamente fora de controle e minimizou o transtorno, o Windows Media Center, o Windows Defender.

Claro que houve novidades o suficiente para justificar uma nova versão do Windows. Boa parte delas solucionava a questão mais grave do Vista: o desempenho. Vários benchmarks da época do lançamento do Windows 7 mostram como o sistema acelerou o tempo de ligamento e desligamento do computador, e os ganhos também eram notáveis para a realização de tarefas no PC, proporcionando melhor usabilidade tanto para os computadores mais potentes quanto para os desktops e notebooks mais simples.

A vida longa do Windows 7

Não é possível falar do sucesso do Windows 7 apenas olhando para o seu antecessor. Ele precisa ser diretamente comparado com seus sucessores para entender por que até hoje ele figura alto na lista de sistemas operacionais mais usados do planeta.

Parece um passado distante, mas de lá para cá, a Microsoft lançou o Windows 8, e a resposta do público não poderia ter sido pior. A empresa viu que os smartphones e tablets estavam ganhando força e decidiu transportar a interface dos blocos dinâmicos do Windows Phone, otimizada para o toque, para os desktops, o que não agradou nem um pouco os usuários de PC.

A remoção do Menu Iniciar fez com que muitos, do dia para a noite, desaprendessem a usar seus computadores. Isso foi especialmente problemático para empresas que precisaram investir em treinamento de seus funcionários para que pudessem fazer o que sempre fizeram sem qualquer transtorno.

Então, não é surpresa que muitas pessoas evitaram o Windows 8 e até mesmo o seu sucessor, o Windows 8.1. A versão 7 ainda funcionava perfeitamente, rodava todos os programas normalmente, era familiar e totalmente suportado pela Microsoft.

O resultado foi simples: um computador sair de fábrica com o Windows 8 era um fator negativo, e não positivo. Consumidores preferiram não migrar e continuaram usando seu Windows 7 enquanto foi possível, e muitas empresas, percebendo essa tendência, continuaram vendendo PCs com Windows 7 até a chegada do 10.

Ainda há quem o prefira no lugar do Windows 10

E há bons motivos para isso. O Windows 10 solucionou boa parte dos problemas que fizeram as versões 8.x serem um fracasso, mas ele também trouxe uma série de outros transtornos que não existiam no passado.

O modelo de negócios da Microsoft com o Windows 10 mudou bastante. Em vez de lançar novas versões pagas a cada três anos, a empresa praticamente deu o Windows 10 para a maioria dos usuários, liberando atualizações semestrais regulares e gratuitas, com novos recursos e novidades.

Isso tem uma implicação: fazer com que a Microsoft procurasse outras fontes de renda para monetização do Windows. Ao usar o sistema operacional, não é muito difícil encontrar publicidade embutida na interface. A dependência de aplicativos distribuídos em uma loja centralizada também não convence o público do PC, por mais que a companhia insista pesado nesse formato.

Talvez mais grave seja a questão da privacidade dos usuários. Com o Windows 10, a Microsoft coleta volumes enormes de dados do público, o que pode ser uma preocupação maior para quem se preocupa com a forma como essas informações são usadas. Nada disso era um problema com o Windows 7.

Não é seguro usar o Windows 7

Apesar de toda essa apreciação pelo sistema operacional, o fim do suporte ao Windows 7 significa que todas as vulnerabilidades que existem no sistema, por mais graves que elas sejam, permanecerão abertas. Muitas delas sequer são conhecidas por enquanto e só serão notadas quando começarem a causar dor de cabeça para os usuários afetados.

O fato é preocupante, porque, segundo a Net Applications, 26% dos usuários de PC ainda estão usando o Windows 7, e pode demorar para esse número chegar a um ponto em que deixe de ser interessante para o cibercrime explorar suas vulnerabilidades.

Essa é uma proporção bastante similar ao que víamos com o Windows XP na época em que ele foi abandonado pela Microsoft, em 2014. A Net Applications registrava uma participação de quase 30% do mercado para o XP nas semanas que antecederam o fim definitivo do suporte. Em 2016, dois anos depois, a participação ainda era de mais de 10%. Foram necessários muitos anos para que o XP finalmente se aproximasse ao patamar de participação desprezível, contando hoje, quase seis anos após o fim do suporte, com 2% do mercado.

Fonte: Olhar Digital

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