WhatsApp é alvo de queixas na UE após mudanças em política de privacidade

Em janeiro, o WhatsApp introduziu uma política de privacidade que o permite compartilhar alguns dados com o Facebook e outras empresas do grupo

Em janeiro, o WhatsApp introduziu uma política de privacidade que o permite compartilhar alguns dados com o Facebook e outras empresas do grupo. A empresa afirmou que as mudanças permitiriam que os usuários enviassem mensagens a empresas e não afetaria conversas pessoais.

Organização Europeia do Consumidor (BEUC, sigla em inglês) e oito dos seus membros criticaram as mudanças e entraram com queixas na Comissão Europeia e na rede europeia de autoridades de defesa do consumidor, dizendo que o WhatsApp estava pressionando de maneira injusta os seus usuários a aceitarem suas novas políticas.

“O conteúdo dessas notificações, a natureza delas, o timing e a recorrência colocam uma pressão indevida nos usuários e prejudicam sua liberdade de escolha. Logo, são violações da diretiva da UE sobre Práticas Comerciais Injustas”, afirmou o grupo em um comunicado conjunto.

“O WhatsApp não conseguiu explicar em linguagem simples e inteligível a natureza das mudanças. A ambiguidade equivale a uma violação da lei do consumidor da UE que obriga empresas a usarem termos de contrato e comunicações comerciais claros e transparentes”, disseram.

Um porta-voz do Facebook afirmou que “a ação da BEUC é baseada na incompreensão do propósito e do efeito da atualização dos nossos termos de serviço”.

“A atualização não expande nossa habilidade de compartilhar dados com o Facebook e não tem impacto na privacidade das mensagens com amigos ou familiares, onde quer que eles estejam no mundo. Nós gostaríamos de ter a oportunidade de explicar a atualização à BEUC para esclarecer o que ela significa às pessoas.”

Os grupos de defesa dos direitos dos consumidores pediram que a rede europeia as autoridades de proteção de dados da UE trabalhem juntas para tratarem da preocupações.

Fonte: EXAME.com

Windows 11 é mais rápido do que o Windows 10, mostram benchmarks

Windows 11, que deve ser apresentado oficialmente na próxima quinta-feira (24), aparentemente é mais rápido do que o Windows 10 em algumas atividades.

Ao menos é o que revelam testes iniciais de benchmarking comparando as duas versões. Entretanto, vale ressaltar que a build vazada do Windows 11 pode ainda não ser a versão final.

De acordo com os dados compartilhados pelo site Windows Latest, a nova versão do sistema operacional da Microsoft tende a ser mais rápida na navegação web, performance geral, renderização em 3D e mais.

Os testes foram conduzidos com um Samsung Galaxy Book S com o processador Intel Core i7-L16G7, Lakefield rodando o Windows 10 21H1 (atualização de maio de 2021). Na outra ponta, foi utilizada a versão vazada do Windows 11.

No que o Windows 11 é mais rápido?

Em um teste de performance na ferramenta GeekBench 5, o Windows 11 se mostrou 5,8% mais rápido nos testes multi-núcleos e 2% no teste de núcleo único, uma melhoria pequena. Já em testes com o BrowserBench, que mede a velocidade de navegação na web, a nova versão se mostrou 10% mais rápida rodando o Google Chrome v91.

No Cinebench R23, o Windows 11 se mostrou 8,2% mais rápido no teste de single-thread do que o Windows 10, registrando um aumento leve de somente 58 pontos — em comparação, os sistemas registraram 766 pontos e 708 pontos, respectivamente.

Por fim, os testes com o 3DMark mostraram uma leve redução: 4286 pontos registrados no Windows 10 e 4266 pontos no Windows 11. Como o Windows 11 ainda não foi oficialmente apresentado, vale notar também que ainda não existem drivers específicos e atualizados para esta versão.

Fonte: TecMundo

Futuros modelos do Apple Watch vão medir temperatura e glicose

Relógio inteligente vai ganhar processador mais rápido e versão para esportes radicais

Apple Watch (Tomohiro Ohsumi/Getty Images)

 

Apple está desenvolvendo novos modelos e recursos de saúde para seu relógio inteligente, o Apple Watch, incluindo uma melhora no desempenho do aparelho, uma edição para esportes radicais e sensores para verificação de temperatura corporal e nível de açúcar no sangue.

A gigante sediada em Cupertino, na Califórnia, planeja atualizar a linha já este ano — com um modelo que provavelmente se chamará Apple Watch Series 7 — com processador mais rápido, melhora da conectividade sem fio e tela renovada, de acordo com pessoas com conhecimento dos planos.

No próximo ano, a empresa planeja atualizar a principal versão do Apple Watch e apesentar um sucessor para o Apple Watch SE, de preço mais popular, além de uma nova versão voltada para praticantes de esportes radicais.

Borda mais fina

A Apple já tinha como objetivo colocar um sensor de temperatura corporal no modelo deste ano, mas é mais provável que seja incluído na atualização de 2022.

Já o sensor do nível de açúcar no sangue, que ajudaria diabéticos a monitorar níveis de glicose, deve demorar vários anos para ficar pronto para lançamento comercial.

Para o modelo deste ano, a Apple testou uma tela com borda mais fina e uma nova técnica que traz o display para mais perto da película que cobre o aparelho. O novo Watch provavelmente será um pouco mais espesso, mas não a ponto de o usuário perceber a diferença.

O modelo atualizará a funcionalidade de banda ultralarga, a mesma tecnologia usada pelo localizador de itens AirTag.

Durante a conferência promovida para desenvolvedores no início de junho, a Apple fez uma prévia da próxima atualização do software watchOS 8, que permitirá que o dispositivo destranque portas e quartos de hotel.

O modelo voltado para esportes radicais, descrito por alguns dentro da Apple como edição “explorer” ou “adventure”, estava sendo elaborado para lançamento ainda este ano, mas agora é mais provável que o lançamento aconteça em 2022.

Esse novo modelo ajudaria a Apple a competir com produtos robustos de rivais como Garmin e Casio Computer.

Uma porta-voz da Apple não quis comentar. Segundo as fontes, os planos da companhia não estão totalmente definidos e podem mudar.

Quesito importante na pandemia

A Luxshare Precision Industry é a principal responsável pela montagem da linha Apple Watch. Hon Hai Precision Industry e Foxconn também trabalham nessa atividade. A Compal Electronics, de Taiwan, também atua na montagem do Apple Watch SE.

A mensuração da temperatura corporal se tornou essencial para a detecção da Covid-19, gerando aumento na demanda por aparelhos como o Withings Thermo.

Algumas empresas oferecem pequenos termômetros digitais que se conectam à entrada do carregador de bateria do smartphone. Adicionar esta funcionalidade ao Watch ajudaria a Apple a concorrer com outros smartwatches e pulseiras fitness, incluindo produtos vendidos pela Fitbit, pertencente à Alphabet, dona do Google.

A Apple tenta desenvolver há muito tempo um recurso para monitorar açúcar no sangue e nenhum concorrente oferece isso. No momento, existem aplicativos nos quais o usuário insere seu nível de glicose manualmente.

Algumas fabricantes de dispositivos médicos, como a Dexcom, compartilham dados com o Apple Watch. Os usuários normalmente precisam espetar o dedo para retirar sangue e obter uma medição exata de glicose, mas a Apple almeja uma solução não invasiva, capaz de analisar o sangue através da pele.

Desde que chegou às lojas em 2015, o Apple Watch se tornou peça fundamental do portfólio de produtos da marca. Junto com o iPhone e o iPad, o dispositivo forma o ecossistema de hardware da empresa e colaborou para que a categoria mais ampla de wearables, produtos para casa e acessórios da Apple gerasse mais de US$ 30 bilhões no último ano fiscal.

Fonte: EXAME.com

Qualcomm lança 2ª geração de chips Snapdragon 7c para PCs básicos

Qualcomm anunciou, nesta segunda-feira (24), o lançamento da 2ª geração do chip Snapdragon 7c.

O equipamento é voltado para computadores mais básicos e Chromebooks e a promessa é que a peça oferecerá suporte para vários dias de bateria e melhores experiências de câmeras e áudio.

De acordo com a empresa, o Snapdragon 7c 2 também atualizará as experiências dos usuários em "relação à conectividade LTE integrada, aceleração de IA e segurança de nível empresarial".

As peças serão Always On, Always Connected (Sempre ligado, sempre conectado, em tradução direta). O termo foi criado pela Microsoft e indica PCs (principalmente notebooks) que possuem tecnologias parecidas com smartphones, aliando notificações sem ativar os apps e troca rápida entre redes confiáveis de internet.

Snapdragon 7c 2

Especificações

A Qualcomm pontuou que no caso da bateria, a plataforma oferecerá até 19 horas de uso contínuo, 2 vezes mais do que os concorrentes, e manterá o computador em modo suspenso "durante semanas". Além disso, a companhia disse que os sistemas que utilizarem o chip serão 10% mais velozes que outras marcas.

Sobre o áudio e vídeo, a marca explicou que o Snapdragon 7c 2 estará otimizado para que os usuários criem, capturem, editem e façam transmissões a partir de seus dispositivos. O chip terá habilitação para som surround virtual, cancelamento de ruído, transmissão em 4K HDR e áudio Hi-Fi.

A Qualcomm também divulgou as especificações técnicas da peça. Entre outras coisas, a plataforma terá velocidade da CPU de até 2.55 GHz, suporte ao Windows 10 e Chrome OS, memória LPDDR4x, Bluetooth 5.0 e mais. Confira, a seguir, parte das especificações do produto.

Snapdragon 7c 2

O 1º aparelho com o Snapdragon 7c Gen 2 deve começar a ser vendido entre junho e setembro, período do verão no Hemisfério Norte (inverno no Hemisfério Sul).

Kit de desenvolvimento

A Qualcomm aproveitou e também anunciou hoje o Snapdragon Developer Kit, uma ferramenta que foi projetada para dar suporte estendido para fornecedores de softwares independentes e desenvolvedores de aplicativos.

O kit serve para testar e otimizar os aplicativos que estão sendo desenvolvidos para o ecossistema de dispositivos alimentados por plataformas de computação Snapdragon. Construído em colaboração com a Microsoft, a ferramenta é baseada no Windows 10.

Fonte: TecMundo

Brasil entra em projeto de megacabo submarino de rede de 15 mil km

Cabo submarino vai ligar a América do Sul à Ásia e à Oceania

Por Agência O Globo

(Spencer Platt/Getty Images)

O governo brasileiro anunciou sua adesão formal ao projeto para a construção do cabo de fibras ópticas “Humboldt”, com quase 15.000 quilômetros de extensão. Trata-se de uma iniciativa chilena, que prevê a instalação do primeiro cabo submarino para interligar a América do Sul à Oceania e à Ásia. Além do Brasil, Argentina, Austrália e Nova Zelândia já manifestaram sua participação no projeto.

Nos próximos meses, equipes técnicas dos países envolvidos aprofundarão as discussões sobre as modalidades financeiras e técnicas da participação do Brasil neste projeto de longo prazo. O volume total de investimentos do projeto foi orçado em cerca de 400 milhões de dólares, e o prazo da concessão público-privada que deverá operá-lo foi estimado em 25 anos.

Fonte: EXAME.com

Positivo vai fabricar e distribuir computadores da Compaq no Brasil

A Positivo irá fabricar e comercializar modelos de notebooks, desktops e all-in-one da Compaq

Por Reuters - Publicado em: 15/04/2021 às 10h16

Positivo: na quarta-feira, antes da divulgação do fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as ações da Positivo fecharam em alta de 16,39% (Cesar Ferrari/Reuters)

Positivo Tecnologia comunicou na noite de quarta-feira acordo para licenciamento e incorporação das operações da marca de computadores Compaq em território brasileiro, sem divulgar os valores do negócio. A marca de computadores pertence à HP Inc.

"A companhia vai fabricar e comercializar modelos de notebooks, desktops e all-in-one Compaq, marca da HP Inc., empresa resultante da fusão entre a Compaq Computer Corporation (CPQ) e a Hewlett-Packard Company (HP)", detalhou.

Na quarta-feira, antes da divulgação do fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as ações da Positivo fecharam em alta de 16,39%, a 10,51 reais, entre as maiores altas da bolsa nesta sessão.

Além de computadores, tablets — segmento que a empresa voltou a explorar no quarto trimestre de 2020 —, celulares e dispositivos para aplicações de casa inteligente, a Positivo também tem pela frente encomendas de urnas eletrônicas, depois que venceu licitação em julho do ano passado do Tribunal Superior Eleitoral.

A empresa afirmou que já tem encomendas para 147.000 urnas eletrônicas, um faturamento esperado de cerca de 650 milhões de reais, para entrega confirmada neste ano e em 2022. A expectativa é 40% do faturamento esperado ocorra neste ano.

Fonte: EXAME.com

250 vagas em tecnologia com salários a partir de R$ 4 mil; confira

A The Bridge, rede que conecta empresas e profissionais, está em busca de 250 pessoas interessadas em oportunidades de trabalho na área de tecnologia.

Imagem: Pexels

As vagas são para UX Designer, Product Owner (APPs) Remoto, Desenvolvedor(a) Full Stack, Frontend, Mobile (React Native), Gerente de Desenvolvimento Senior, Product Designer, Senior IT Architect Remoto, Mobile Developer, entre outros.

As oportunidades que incluem empresas no Brasil e no exterior, oferecem posições de freelancer ou permanente nos modelos home office ou presencial, de acordo com a preferência da pessoa. Os salários variam entre R$4.000 e R$30.000.

Os interessados podem cadastrar o currículo no site da iniciativa para visualizar todas as ofertas de emprego disponíveis. Feita a inscrição, os candidatos têm acesso a uma rede de conteúdos especiais, eventos, webinars e experiências de aprendizado. "Nossa principal missão é que as pessoas alcancem seus sonhos de uma carreira de sucesso em qualquer lugar do mundo", explica o CEO da empresa, Bernardo Wertheim.

Atualmente, a The Bridge conta com mais de 230 mil cadastros na plataforma e empresas como BTG Pactual, Banco Neon, Loggi, Itaú, PagSeguro, Santander, Uber, Whirlpool, e Walmart em seu portfólio de clientes.

Confira todas as vagas disponíveis aqui.

Rival do Google acusa empresa de usar o Chrome para espionar usuários

Acusação foi feita baseada na demora da empresa para rotular como seus aplicativos para iPhone coletam e usam os dados de busca e navegação

Por Rodrigo Loureiro

Google Chrome: aplicativo foi acusado de espionar usuários (S3studio / Colaborador/Getty Images)

O serviço de buscas DuckDuckGo está acusando o Google de utilizar o Chrome para espionar pessoas pela internet. Rival da gigante de Mountain View no setor de buscas online, a companhia utilizou o Twitter para publicar um relatório divulgado na App Store, a loja de aplicativos do iPhone, que mostra a quantidade de dados rastreados pelo Google usando seu navegador.

O relatório produzido pela App Store conta com dados que as empresas precisam obrigatoriamente ceder e que revelam a quantidade e que tipo de informações são coletadas pelos desenvolvedores dos aplicativos disponibilizados na loja virtual do iOS. A DuckDuckGo critica o fato de que o Google teria demorado meses para divulgar suas informações.

“Após meses de espera, o Google finalmente revelou quantos dados pessoas eles coletam no Chrome e no próprio aplicativo do Google. Não admira que eles quisessem esconder isso. Espionar usuários não tem nada a ver com a construção de um ótimo navegador ou de um mecanismo de pesquisa. Nós saberíamos (nosso aplicativo faz as duas coisas)”, diz a postagem da empresa no microblog.

Apesar das críticas da DuckDuckGo, é importante lembrar que o Google recentemente adicionou rótulos de privacidade aos aplicativos que controle e que detalham o plano de coleta e de uso de informações pelos programas. Para fins de publicidade de terceiros – quando a empresa pode informações para outras empresas companhia coleta dados de localização, histórico de pesquisa e navegação, conforme explica o MacRumours.

O problema foi a demora do Google para rotular seus aplicativos dessa forma. Até o fim de fevereiro, conforme aponta a DuckDuckGo, muitos aplicativos do Google ainda não contavam com os avisos. Vale lembrar que, com a nova política da Apple, os aplicativos deveriam contar com a notificação desde dezembro do ano passado. O Google só adicionou o rótulo em algumas aplicações mais recentemente.

Fonte: EXAME.com

Samsung lançará PC com ‘processador de celular’ e GPU da AMD

Samsung pode estar se preparando para lançar no mercado um computador com Windows 10, equipado com um processador Exynos e placa de vídeo da AMD.

Imagem: CNET

Como os Exynos se baseiam na arquitetura ARM, e já estão presentes na linha de smartphones Galaxy S21 da sul-coreana, é possível que o novo PC da Samsung irá rodar em ARM, competindo com o Snapdragon 8cx da Qualcomm.

Divulgado pelo site ZDNet Korea na quarta-feira (24), o lançamento do novo computador da Samsung está previsto para o segundo semestre deste ano, possivelmente após o lançamento da nova geração do Galaxy Note, linha que vem perdendo espaço na constelação da Samsung, cada vez mais habitada por dobráveis.

Se o PC for mesmo lançado, a Samsung estaria entrando em um mercado largamente dominado pela Qualcomm, parceira da Microsoft desde 2018. Para consolidar sua liderança, a fabricante de chips californiana lançou, em meados do ano passado, a segunda geração do Snapdragon 8cx para notebooks Windows 10.

A mudança para o Exynos

Fonte: Pplware/Reprodução
Fonte: Pplware/Reprodução

Fonte:  Pplware 

A Samsung já havia utilizado o Windows 10 em dispositivos ARM em 2019, quando lançou na época o Galaxy Book S e o Galaxy Book 2. Porém, os dois modelos utilizavam processadores da Qualcomm, o Snapdragon 8cz.

Na mesma ocasião, a Samsung anunciou sua parceria com a AMD, com o objetivo de levar a GPU Radeon aos smartphones da marca. Pelo acordo, a fabricante dos processadores Ryzen receberia valores em taxas de licenciamento e royalties pelo uso dos seus gráficos.

Há muito que empresas como a Intel e a Qualcomm dominam o mercado, mas alguns fabricantes de equipamentos estão adotando soluções “domésticas”, como a Apple, que projetou seu próprio chip, o M1, para equipar o MacBook Air e o Pro. Ao lançar um PC com Windows 10, alimentado com um processador Exynos, a Samsung poderá ser o próximo OEM a adotar essa tendência.

Fonte: TecMundo

As 10 tendências tecnológicas que devem dominar 2021

Em um ranking enviado com exclusividade à EXAME, a consultoria de gestão global Bain & Company antecipou 10 tendências tecnológicas.

Se em 2020 a tecnologia esteve na ponta da língua das pessoas e foi o foco de muitas empresas que, durante a pandemia do novo coronavírus, buscaram se digitalizar para se tornarem mais competitivas, 2021 não deve ser diferente.

Em um ranking enviado com exclusividade à EXAME, a consultoria de gestão global Bain & Company antecipou 10 tendências tecnológicas que devem dominar o ano de 2021 – entre elas a Inteligência Artificial (AI), que já vem ganhando espaço nos últimos anos e se tornando cada vez mais importante para mercados variados.

1. Limite da Inteligência Artificial

Segundo a Bain & Company, a primeira tendência é a do Edge AI. “Considerada a próxima onda de inteligência artificial,
é uma infraestrutura de rede que possibilita que algoritmos de inteligência artificial sejam executados na extremidade de uma rede, ou seja, mais perto ou até mesmo nos dispositivos que coletam os dados”, explica a companhia em comunicado. De acordo com a consultoria, a aceleração do movimento aconteceu principalmente pelas mudanças repentinas no tráfego de rede que acompanharam os bloqueios da covid-19 e a necessidade de trabalhar em casa.

“Os benefícios desta tendência incluem a preservação da largura de banda e o aumento da eficiência ao processar as informações mais perto dos usuários e dispositivos ao invés de enviar esses dados para processamento em locais centrais na nuvem. Ao incorporar IA localmente, os fabricantes podem reduzir os problemas de latência e acelerar a geração de insights, enquanto diminuem o uso e o custo dos serviços em nuvem”, diz.

Com isso, cai também o custo da conectividade, uma vez que o processamento por parte dos dados localmente reduz a largura da banda e o uso dos dados do celular. “E como a inteligência está sendo executada localmente, as fábricas localizadas em áreas remotas com infraestrutura de comunicação deficiente estão menos sujeitas a perdas de

conectividade que podem impedir a tomada de decisões de missão crítica e urgente.”

2. 5G para quê te quero

A segunda tendência que pode vir com força neste ano é a rede 5G em fábricas. Segundo uma pesquisa da IHS Markit, o Fórum Econômico Mundial espera que a rede móvel de quinta geração alcance uma produção econômica global de 13,2 trilhões de dólares e gere 22,3 milhões de empregos até 2035.

De acordo com a Bain & Company, com a mudança, é esperado que “um grande e rápido avanço na indústria 4.0 e na internet das coisas industrial” aconteça. “Capaz de atender aos requisitos de energia de milhões de conexões para aplicativos de dados intensivos, a previsão é que o 5G impulsione a indústria de manufatura com novos e mais poderosos recursos digitais”, afirma a consultoria.

A Bain & Company explica que o 5G, até 100 vezes mais rápido que o 4G, oferece latência drasticamente reduzida, “o que torna possível compartilhar dados com extrema rapidez, eliminar atrasos de processamento e garantir que os sistemas de fábrica possam reagir em tempo real.”

Outro ponto que irá fortalecer a rede de quinta geração, é a confiabilidade da conectividade do 5G, que “garante uma conexão de rede estável e constante em qualquer lugar e a qualquer momento no chão de fábrica, garantindo a execução contínua e desimpedida de missões críticas de negócios. O 5G poderá até mesmo inaugurar uma era de comunicação entre máquinas.”

3. Crescimento no seguro

Estimativas do mercado de seguro baseado em uso (UBI) projetam que ele chegará até 126 bilhões de dólares até 2027. De acordo com a empresa de consultoria Gartner, o crescimento deve “se conectar com o desenvolvimento da chamada ‘telemática’, que é o uso de dispositivos sem fio e tecnologias de ‘caixa preta’ para transmitir dados em tempo real de volta para uma organização.”

Até 2021, é esperado que existam 3,8 bilhões de usuários de smartphones e a telemática móvel irá levar o UBI um passo adiante, “permitindo que as seguradoras usem sensores e tecnologias de rastreamento incorporadas em smartphones para coletar dados em tempo real e entender melhor os hábitos de direção de seus clientes”. “Em última análise, isso dará às seguradoras a oportunidade de oferecer programas de seguro baseados em comportamento mais competitivos e inovadores, ao mesmo tempo em que promove a segurança do motorista”, diz a Bain.

4. Ainda mais Inteligência Artificial

De acordo com a The Economist Intelligence Unit, bancos e seguradoras devem aumentar seus investimentos em IA em 86% até 2025 – e, para a Bain & Company, as empresas precisam explorar todo o potencial da Inteligência Artificial. “Os funcionários com pouca ou nenhuma formação em ciência da computação precisam ser capazes de usá-la para aumentar seu desempenho operacional”, diz.

É por isso que, segundo a consultoria, plataformas mais simples de IA devem surgir, para permitir que os funcionários criem modelos rapidamente, compreendam e confiem em seus resultados com facilidade, além de tomar decisões com segurança.

5. Cibersegurança

A crise da covid-19, segundo a Interpol, criou uma oportunidade sem precedentes para os golpes na internet aumentarem. Segundo a Fortinet, empresa especializada em cibersegurança, 2020 registrou uma alta no número de ataques cibernéticos em todo o mundo. Só no Brasil foram mais de 3 bilhões de tentativas de ataques virtuais.

É por isso que, para a consultoria, “identificar pontos fracos comuns de segurança de TI e desenvolver maturidade em segurança cibernética é fundamental para construir organizações digitais verdadeiramente resilientes.”

Com o custo alto do absenteísmo para as empresas, que chega a custar bilhões de dólares por ano, o varejo, segundo a consultoria, é particularmente dependente de interações presenciais entre clientes e funcionários da loja, “algo que a covid-19 tornou especialmente desafiador.”

De acordo com a Bain, cerca de 88% dos varejistas globais preferem trabalhar com força de trabalho extra do que correr o risco de ficar com falta de pessoal. Essa abordagem leva a altos custos de mão de obra e lucros menores.

Para a consultoria, o que pode resolver a situação são as tecnologias de gerenciamento de força de trabalho, aumentando substancialmente a agilidade e respondendo aos picos de atividade e absenteísmo dos funcionários o que, segundo a Bain, melhoraria o desempenho operacional e a lucratividade das empresas.

7. Dados de saúde

O mercado de big data na área da saúde deve alcançar quase 70 bilhões de dólares em 2025 – valor quase seis vezes mais alto que em 2016, quando era de 11,5 bilhões de dólares. Impulsionada pela pandemia da covid-19, a rápida aceleração da coleta de dados de saúde oferece ao setor uma oportunidade sem precedentes de alavancar e implantar recursos digitais inovadores, como a IA, para melhorar o tratamento.

“O uso inteligente de dados de saúde tem o potencial de melhorar drasticamente o atendimento ao paciente”, diz a Bain.

8. O novo RH

A área de recursos humanos vem crescendo nos últimos anos e estimativas apontam que, em 2025, os millenials serão responsáveis por 3/4 da força de trabalho global.

Com a entrada de mais pessoas dessa geração no mercado de trabalho, as organizações precisarão trabalhar com um grupo cada vez mais digital, modernizando o recrutamento.

“Usar a tecnologia para desenvolver um processo de contratação inovador pode melhorar o desempenho das equipes de RH e permitir a identificação mais rápida dos candidatos mais promissores, ao mesmo tempo que atende às expectativas de uma nova geração de talentos”, afirma a Bain & Company.

9. Economia circular

A penúltima tendência que deve ganhar força em 2021, é “a mudança de relações transacionais baseadas na venda
de produtos para um modelo de produção e consumo que envolve compartilhamento, aluguel, reutilização e reciclagem de materiais e produtos existentes está ganhando força conforme as preferências dos consumidores e acionistas mudam em direção à sustentabilidade.”

Segundo a Bain & Company, as empresas estão sob pressão crescente para reduzir os recursos naturais consumidos na produção de serviços e produtos – como a Apple, por exemplo, que retirou seus carregadores das caixas de seus dispositivos para “evitar o desperdício no ambiente”.

10. Sem desperdício

Em linha com a economia circular, outra tendência que deve se tornar ainda mais forte neste ano é a queda no desperdício de alimentos. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, mais de 30% dos alimentos do mundo são perdidos ou desperdiçados todos os anos.

Para a Bain, “usar a tecnologia para reduzir o desperdício pode diminuir significativamente os alimentos descartados por varejistas e empresas, aumentar a segurança alimentar e aliviar o sofrimento de centenas de milhões de pessoas que passam fome”. Em 2019, o valor era estimado em aproximadamente 821 milhões de pessoas.

Fonte: EXAME.com

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