Veja os 5 apps que mais “roubam” seus dados e os 5 que menos “roubam”

Instagram lidera ranking de aplicativos que mais coletam informações para empresas e anunciantes

Em meio à polêmica das novas regras de privacidade do Whatsapp, os usuários de smartphones prestam cada vez mais atenção no tema. Um estudo recente descobriu que ao realizar compras na Amazon, se conectar no Facebook ou navegar no Google, esses apps podem estar “roubando” seus dados.

Instagram, Facebook e Uber Eats são os aplicativos populares que mais “roubam dados”, fornecendo informações de usuários a terceiros para exibir anúncios personalizados, segundo estudo da empresa de armazenamento em nuvem pCloud.

A pesquisa é baseada nos rótulos de privacidade da Apple na App Store, função do iOS 14 que busca informar sobre as práticas de segurança dos serviços ao aceitar seus termos de uso. A ferramenta do iPhone também indica como essas informações pessoais são usadas pelos apps.

Mais de 50% dos aplicativos disponíveis na App Store coletam dados pessoais para compartilhar com empresas e anunciantes.

Diante disso, confira os 5 apps que mais roubam seus dados com essa finalidade:

  1. Instagram: 79% dos dados do usuário são coletados;
  2. Facebook: 57% dos dados são coletados;
  3. LinkedIn: 50% dos dados são coletados;
  4. Uber Eats: 50% dos dados são coletados;
  5. Trainline: 43% dos dados são coletados.

Além desses, o estuda aponta em seguida alguns outros apps mais populares como Youtube (43%), Duolingo (36%), eBay (36%), TikTok (36%), Snapchat (29%) e Spotify (29%).

De acordo com um estudo do provedor de VPN Surfshark sobre os rótulos de privacidade da Apple, aplicativos de relacionamento, compras, streaming e até de edição de fotos, também podem roubar seus dados.

O relatório indica que VSCO e Adobe Lightroom são aplicativos de edição de fotos que mais requerem dados, incluindo informações de contato, localização, conteúdo do usuário e histórico de pesquisa, enquanto outros como TouchRetouch e Pixelmator não coletam nada.

No entanto, os editores de imagens são muito mais “saudáveis” do que as redes sociais, pois geralmente coletam a menor quantidade de dados em 18 categorias de aplicativos.

O ecossistema de pagamentos de varejo online é outro dos itens destacados por Surfskark. O PayPal coleta 26 tipos de dados, seguido de perto por Venmo, com 21.

Em relação aos apps de compras, a Amazon, é citada, coletando 26 tipos de dados. “Embora seja o mais alto na categoria de compras, não é um recurso incomum, devido à necessidade de contato com o cliente e a maior parte do universo de aplicativos dessa classe solicita 20 dados diferentes”, informa o estudo.

Os apps que menos roubam dados

Além disso, de acordo com a pesquisa realizada pelo pCloud, confira 5 apps que “roubam” 0% dos seus dados:

  1. Clubhouse;
  2. Netflix;
  3. Microsoft Teams;
  4. Google Classroom;
  5. Shazam.

Além desses, outro aplicativos também são citados por compartilharem 0% dos dados, como Skype, Telegram, Zoom, Buzzfeed (2%) e Discord (2%).

Caso o usuário determine que um aplicativo de telefone é útil mas que rouba seus dados, é possível verificar se há maneiras de cancelar o compartilhamento de informações antes de instalá-lo. Ou se ele já tiver sido baixado, existe a possibilidade de verificar nas configurações do app para conferir o que pode ser acessado, como por exemplo sua localização, fotos, câmera e microfone.

Ou seja, muitas vezes não será possível de impedir que os apps baixados não roubem seus dados, no entanto, será possível limitar os dados fornecidos, de acordo com as configurações do aplicativo.

Por Rafaela La Regina
Conteúdo publicado originalmente no SUNO Notícias

Fonte: Administradores.com

As 10 tendências tecnológicas que devem dominar 2021

Em um ranking enviado com exclusividade à EXAME, a consultoria de gestão global Bain & Company antecipou 10 tendências tecnológicas.

Se em 2020 a tecnologia esteve na ponta da língua das pessoas e foi o foco de muitas empresas que, durante a pandemia do novo coronavírus, buscaram se digitalizar para se tornarem mais competitivas, 2021 não deve ser diferente.

Em um ranking enviado com exclusividade à EXAME, a consultoria de gestão global Bain & Company antecipou 10 tendências tecnológicas que devem dominar o ano de 2021 – entre elas a Inteligência Artificial (AI), que já vem ganhando espaço nos últimos anos e se tornando cada vez mais importante para mercados variados.

1. Limite da Inteligência Artificial

Segundo a Bain & Company, a primeira tendência é a do Edge AI. “Considerada a próxima onda de inteligência artificial,
é uma infraestrutura de rede que possibilita que algoritmos de inteligência artificial sejam executados na extremidade de uma rede, ou seja, mais perto ou até mesmo nos dispositivos que coletam os dados”, explica a companhia em comunicado. De acordo com a consultoria, a aceleração do movimento aconteceu principalmente pelas mudanças repentinas no tráfego de rede que acompanharam os bloqueios da covid-19 e a necessidade de trabalhar em casa.

“Os benefícios desta tendência incluem a preservação da largura de banda e o aumento da eficiência ao processar as informações mais perto dos usuários e dispositivos ao invés de enviar esses dados para processamento em locais centrais na nuvem. Ao incorporar IA localmente, os fabricantes podem reduzir os problemas de latência e acelerar a geração de insights, enquanto diminuem o uso e o custo dos serviços em nuvem”, diz.

Com isso, cai também o custo da conectividade, uma vez que o processamento por parte dos dados localmente reduz a largura da banda e o uso dos dados do celular. “E como a inteligência está sendo executada localmente, as fábricas localizadas em áreas remotas com infraestrutura de comunicação deficiente estão menos sujeitas a perdas de

conectividade que podem impedir a tomada de decisões de missão crítica e urgente.”

2. 5G para quê te quero

A segunda tendência que pode vir com força neste ano é a rede 5G em fábricas. Segundo uma pesquisa da IHS Markit, o Fórum Econômico Mundial espera que a rede móvel de quinta geração alcance uma produção econômica global de 13,2 trilhões de dólares e gere 22,3 milhões de empregos até 2035.

De acordo com a Bain & Company, com a mudança, é esperado que “um grande e rápido avanço na indústria 4.0 e na internet das coisas industrial” aconteça. “Capaz de atender aos requisitos de energia de milhões de conexões para aplicativos de dados intensivos, a previsão é que o 5G impulsione a indústria de manufatura com novos e mais poderosos recursos digitais”, afirma a consultoria.

A Bain & Company explica que o 5G, até 100 vezes mais rápido que o 4G, oferece latência drasticamente reduzida, “o que torna possível compartilhar dados com extrema rapidez, eliminar atrasos de processamento e garantir que os sistemas de fábrica possam reagir em tempo real.”

Outro ponto que irá fortalecer a rede de quinta geração, é a confiabilidade da conectividade do 5G, que “garante uma conexão de rede estável e constante em qualquer lugar e a qualquer momento no chão de fábrica, garantindo a execução contínua e desimpedida de missões críticas de negócios. O 5G poderá até mesmo inaugurar uma era de comunicação entre máquinas.”

3. Crescimento no seguro

Estimativas do mercado de seguro baseado em uso (UBI) projetam que ele chegará até 126 bilhões de dólares até 2027. De acordo com a empresa de consultoria Gartner, o crescimento deve “se conectar com o desenvolvimento da chamada ‘telemática’, que é o uso de dispositivos sem fio e tecnologias de ‘caixa preta’ para transmitir dados em tempo real de volta para uma organização.”

Até 2021, é esperado que existam 3,8 bilhões de usuários de smartphones e a telemática móvel irá levar o UBI um passo adiante, “permitindo que as seguradoras usem sensores e tecnologias de rastreamento incorporadas em smartphones para coletar dados em tempo real e entender melhor os hábitos de direção de seus clientes”. “Em última análise, isso dará às seguradoras a oportunidade de oferecer programas de seguro baseados em comportamento mais competitivos e inovadores, ao mesmo tempo em que promove a segurança do motorista”, diz a Bain.

4. Ainda mais Inteligência Artificial

De acordo com a The Economist Intelligence Unit, bancos e seguradoras devem aumentar seus investimentos em IA em 86% até 2025 – e, para a Bain & Company, as empresas precisam explorar todo o potencial da Inteligência Artificial. “Os funcionários com pouca ou nenhuma formação em ciência da computação precisam ser capazes de usá-la para aumentar seu desempenho operacional”, diz.

É por isso que, segundo a consultoria, plataformas mais simples de IA devem surgir, para permitir que os funcionários criem modelos rapidamente, compreendam e confiem em seus resultados com facilidade, além de tomar decisões com segurança.

5. Cibersegurança

A crise da covid-19, segundo a Interpol, criou uma oportunidade sem precedentes para os golpes na internet aumentarem. Segundo a Fortinet, empresa especializada em cibersegurança, 2020 registrou uma alta no número de ataques cibernéticos em todo o mundo. Só no Brasil foram mais de 3 bilhões de tentativas de ataques virtuais.

É por isso que, para a consultoria, “identificar pontos fracos comuns de segurança de TI e desenvolver maturidade em segurança cibernética é fundamental para construir organizações digitais verdadeiramente resilientes.”

Com o custo alto do absenteísmo para as empresas, que chega a custar bilhões de dólares por ano, o varejo, segundo a consultoria, é particularmente dependente de interações presenciais entre clientes e funcionários da loja, “algo que a covid-19 tornou especialmente desafiador.”

De acordo com a Bain, cerca de 88% dos varejistas globais preferem trabalhar com força de trabalho extra do que correr o risco de ficar com falta de pessoal. Essa abordagem leva a altos custos de mão de obra e lucros menores.

Para a consultoria, o que pode resolver a situação são as tecnologias de gerenciamento de força de trabalho, aumentando substancialmente a agilidade e respondendo aos picos de atividade e absenteísmo dos funcionários o que, segundo a Bain, melhoraria o desempenho operacional e a lucratividade das empresas.

7. Dados de saúde

O mercado de big data na área da saúde deve alcançar quase 70 bilhões de dólares em 2025 – valor quase seis vezes mais alto que em 2016, quando era de 11,5 bilhões de dólares. Impulsionada pela pandemia da covid-19, a rápida aceleração da coleta de dados de saúde oferece ao setor uma oportunidade sem precedentes de alavancar e implantar recursos digitais inovadores, como a IA, para melhorar o tratamento.

“O uso inteligente de dados de saúde tem o potencial de melhorar drasticamente o atendimento ao paciente”, diz a Bain.

8. O novo RH

A área de recursos humanos vem crescendo nos últimos anos e estimativas apontam que, em 2025, os millenials serão responsáveis por 3/4 da força de trabalho global.

Com a entrada de mais pessoas dessa geração no mercado de trabalho, as organizações precisarão trabalhar com um grupo cada vez mais digital, modernizando o recrutamento.

“Usar a tecnologia para desenvolver um processo de contratação inovador pode melhorar o desempenho das equipes de RH e permitir a identificação mais rápida dos candidatos mais promissores, ao mesmo tempo que atende às expectativas de uma nova geração de talentos”, afirma a Bain & Company.

9. Economia circular

A penúltima tendência que deve ganhar força em 2021, é “a mudança de relações transacionais baseadas na venda
de produtos para um modelo de produção e consumo que envolve compartilhamento, aluguel, reutilização e reciclagem de materiais e produtos existentes está ganhando força conforme as preferências dos consumidores e acionistas mudam em direção à sustentabilidade.”

Segundo a Bain & Company, as empresas estão sob pressão crescente para reduzir os recursos naturais consumidos na produção de serviços e produtos – como a Apple, por exemplo, que retirou seus carregadores das caixas de seus dispositivos para “evitar o desperdício no ambiente”.

10. Sem desperdício

Em linha com a economia circular, outra tendência que deve se tornar ainda mais forte neste ano é a queda no desperdício de alimentos. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, mais de 30% dos alimentos do mundo são perdidos ou desperdiçados todos os anos.

Para a Bain, “usar a tecnologia para reduzir o desperdício pode diminuir significativamente os alimentos descartados por varejistas e empresas, aumentar a segurança alimentar e aliviar o sofrimento de centenas de milhões de pessoas que passam fome”. Em 2019, o valor era estimado em aproximadamente 821 milhões de pessoas.

Fonte: EXAME.com

Veja o top de 10 startups no Brasil

Ranking elaborado pela rede social LinkedIn teve uma metodologia diferente neste ano por conta da pandemia

A lista LinkedIn Top Startups 2020 teve um dos ranking mais heterogênios desde o seu lançamento em 2017, afirma a própria rede social. Fintech, logística, saúde e gestão de imóveis estão entre os serviços prestados por empresas que, especialmente neste ano, têm na resiliência e superação da crise causada pelo coronavírus o seu elo em comum.

Não à toa, a pandemia afetou também a metodologia da escolha do ranking. A análise das empresas teve um recorte de tempo, ao invés de um ano, elas foram analisadas de janeiro a julho de 2020. Para serem elegíveis, devem ser independentes e privadas, ter 50 ou mais empregados no país, ter sete anos ou menos e estar sediada no Brasil. Para garantir a inclusão de empresas com forte potencial de crescimento, as startups que dispensaram 20% ou mais de sua força de trabalho dentro do prazo da metodologia também são inelegíveis.

"A lista 2020 reflete o estado atual da economia e do mundo, apresentando startups emergentes e resilientes e como elas estão operando neste universo em constante mudança", destaca Rafael Kato, editor-chefe do LinkedIn para a América Latina. O ranking das LinkedIn Top Startups é produzido pela equipe do LinkedIn Notícias usando uma combinação de dados da plataforma e análise editorial.

Veja as Top 10 Startups do Brasil, segundo o LinkedIn

  1. Menu - e-commerce B2B que conecta distribuidores e indústrias com estabelecimentos comerciais
  2. Loft - adquire e reforma imóveis para venda
  3. Consiga Mais - apoio aos clientes na organização das finanças
  4. Neon - Fintech
  5. Loggi - serviços de logística
  6. Yuca - adquire e reforma imóveis para locação
  7. Xerpa - soluções para automatizar gestão de recursos dos trabalhadores
  8. Conexa Saúde - plataforma de telemedicina
  9. Buser Brasil - aplicativo de transporte colaborativo
  10. Zenklub - plataforma de saúde emocional

Fonte: Administradores.com

Presidente da Microsoft lista 4 tecnologias que definirão a próxima década

5G, computação quântica, nuvem e inteligência artificial estão entre as tendências citadas por Brad Smith

Guilherme Preta, editado por Daniel Junqueira 08/11/2019 11h40 (Fonte: Olhar Digital)

Brad Smith, presidente da Microsoft, se apresentou no Web Summit, em Lisboa, e falou sobre o que ele acredita que vai marcar a próxima década na área da tecnologia. O executivo afirmou, entre outras coisas, que qualquer ferramenta pode se tornar uma arma e que, por isso, acredita que as empresas de tecnologia precisam trabalhar para que o avanço tecnológico não se torne um risco.

Para ele, é preciso dar prioridade às pessoas, já que o avanço tecnológico não pode deixar a sociedade para trás. “Se fizermos as coisas de uma maneira errada, a próxima geração pagará um preço caro”, destacou. Para Smith, o maior problema para se resolver é a proteção à privacidade.

Além disso, o presidente da Microsoft destacou quais são tecnologias devem marcar a próxima década. A computação quântica é a principal delas, permitindo que os cálculos e análises de dados sejam feitas com mais velocidade. Outra tecnologia que marcará a década é o 5G.

Com esse avanço, Smith acredita que a rede se tornará mais ambiente, como a eletricidade.

“Estará tão presente em nossas vidas que não pensaremos nela diretamente”, comentou.

Com esses avanços, a inteligência artificial vai evoluir ainda mais, com a habilidade de operar fora de pequenos caminhos e permitindo insights em múltiplas disciplinas.

Para armazenar esse progresso, Smith acredita que os centros de dados em nuvem vão se expandir e se inovar, “se não, nunca conseguiremos acompanhar a expansão que está por vir”, finalizou.

Via: Época Negócios

USB de aeroportos

Especialista recomenda não carregar o celular em USB de aeroportos

Hoje em dia, a grande maioria dos aeroportos oferece estações de carregamento de bateria por USB. E, apesar de serem muito utéis, às vezes, podem cobrar um preço alto: a segurança.

USB de aeroportos

"Conectar-se a uma porta USB pública é como encontrar uma escova de dentes na beira da estrada e colocá-la na boca. Você não tem ideia de onde ela esteve", afirma Caleb Barlow, da IBM

Hoje em dia, a grande maioria dos aeroportos oferece estações de carregamento de bateria por USB. E, apesar de serem muito utéis, às vezes, podem cobrar um preço alto: a segurança. Isso porque cibercriminosos podem modificar as conexões USB para instalar malware nos telefones que forem conectados a elas ou fazer download de dados sem o conhecimento do dono do aparelho.

Caleb Barlow, vice-presidente da X-Force Threat Intelligence, da IBM Security nos EUA, disse à Forbes que se "conectar a uma porta USB pública é como encontrar uma escova de dentes na beira da estrada e decidir colocá-la na boca. Você não tem ideia de onde ela esteve".

Ele ainda indica que é mais seguro levar um carregador comum e conectá-lo a uma tomada de parede ou, alternativamente, levar um power bank para recarregar o telefone quando ele estiver com pouca carga. "E lembre-se: a porta USB permite a transferência de dados", afirma.

Para quem quiser insistir em usar portas USB públicas, Barlow recomenda investir US$ 10 no Juice-Jack Defender. "É um pequeno dispositivo para ser colocado no cabo de carga, que, basicamente, bloqueia a passagem de dados. Ele só deixa passar a voltagem", diz.

Um número crescente de hackers dos EUA já mira seus golpes nos viajantes, de acordo com uma pesquisa recente da IBM Security. O "Índice de Inteligência de Ameaças IBM X-Force", de 2019, revela que o setor de transporte se tornou alvo prioritário dos cibercriminosos como o segundo mais atacado — em 2017, ele estava em décimo lugar. Desde janeiro de 2018, 566 milhões de registros da indústria de viagens e transporte foram compartilhados ou comprometidos em violações relatadas publicamente.

Barlow aconselha os usuários, ainda, a evitar o uso de acessórios técnicos aleatórios deixados por outros viajantes. "Dentro desses cabos pode haver um chip extra que permita a implantação de um malware."

Via: Forbes 

Fonte: Olhar Digital

Popularidade das ligações pelo WhatsApp cai no Brasil

De acordo com dados da pesquisa “Mensageria no Brasil”, feita pela Opinion Box em parceira com o MobileTime, menos pessoas estão fazendo chamadas de voz pelo WhatsApp no país.

Whatsapp

Segundo o estudo, realizado em julho deste ano, 56% dos usuários do mensageiro verde realizam ligações pelo app pelo menos uma vez por mês. Em janeiro, esse percentual chagava a 65%.

A queda é interessante porque, até então, os números do WhatsApp no Brasil e no mundo não demonstravam essa tendência  para um futuro tão próximo. Ainda assim, as pessoas que utilizam o recurso de voz do mensageiro afirmaram que fazem mais ligações pelo WhatsApp do que pela rede celular tradicional, usando seus planos de minutos.

pesquisa sobre uso mensageiros

Sobre o caso, a Opinion Box especula que a razão para a queda na quantidade de usuários mensais do recurso de chamada de voz do WhatsApp é devida ao “contra-ataque” das operadoras. OiTIM, e Claro adotaram há dois anos uma nova estratégia de preços para ligações fora da sua rede. Com a simplificação dos preços, os clientes estariam se sentido mais seguros para ligar para amigos e familiares que usam operadoras diferentes da sua. Dessa forma, não seria mais necessário usar o WhatsApp para isso.

Outro aspecto que poderia estar impactando no desempenho do app, segundo a pesquisa, é o fato de as mesmas três empresas terem recentemente liberado ligações ilimitadas para contatos de outras operadoras em planos pós-pagos. A Vivo também começou a fazer o mesmo, porém depois de a pesquisa ter se iniciado.

Mais qualidade

Fora essas duas possibilidades, as chamadas de voz via operadora de celular podem ficar mais populares em breve. Vivo e TIM lançaram há poucos meses em algumas cidades brasileiras a tecnologia VoLTE, que é basicamente a possibilidade de fazer chamadas de voz na rede 4G. Com isso, as ligações são conectadas de forma praticamente instantânea, e a qualidade do som é bastante superior. Entretanto, apenas smartphones mais caros são compatíveis com isso, e ainda não há a possibilidade de fazer uma conexão VoLTE entre clientes de operadoras diferentes.

De qualquer maneira, esse impacto negativo na quantidade de usuários do recurso de voz do WhatsApp pode ter mais a ver com outros fatores. O mesmo estudo identificou que, em janeiro deste ano, 98% dos internautas brasileiros utilizavam o WhatsApp em seus smartphones. Em julho, entretanto, esse percentual caiu para 95%.

mensageiros mais populares

A diferença é pouca, mas supera a margem de erro, que é de 2,2%. Ou seja, caso a pesquisa tenha sido tão bem elaborada quando foi no começo do ano, ela realmente identificou uma queda na quantidade de usuários ativos por mês no mensageiro. Com menos pessoas na plataforma, é natural que haja também uma queda no seu serviço de voz.

Contudo, os principais concorrentes da plataforma no Brasil, o Facebook Messenger e o Telegram, também perderam um pouco da sua base de usuários únicos por mês. De qualquer maneira, é interessante ressaltar que essa pesquisa chegou a esses dados através de entrevistas na web, e números oficiais desses três mensageiros não foram divulgados para o mesmo período.

Fonte: tecmundo.com.br

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