Bitcoin consome mais energia do que um país inteiro: descubra por quê

Entenda como funciona o processo de mineração e seu custo ambiental

Bitcoin. Foto: Pixabay

 

Em meados de maio a Tesla (TSLA34) anunciou que não aceitaria mais Bitcoin (BTC) como forma de pagamento de seus carros elétricos por causa do "grande custo para o meio ambiente".

"As criptomoedas são uma boa ideia em muitos aspectos e acreditamos que elas têm um futuro promissor, mas isso não pode ser perseguido às custas do meio ambiente", disse Elon Musk para justificar a sua decisão de proibir o uso de Bitcoin em sua empresa.

Obviamente, ninguém acreditou nessa repentina virada ambientalista. O problema do pagamento de seus produtos com Bitcoin era evidente desde o primeiro momento.

Talvez Musk tenha percebido que seu apoio a criptomoeda não condizia com a imagem de sustentabilidade criada em torno da Tesla, com a aposta na mobilidade sustentável e nas fontes renováveis.

Após essa decisão, a cotação da criptomoeda caiu pela metade, passando do pico de US$ 65 mil (cerca de R$ 350 mil) para cerca de US$ 30 mil. Gerando fortes protestos por parte dos fãs do Bitcoin do mundo inteiro.

Entretanto, polêmicas à parte, não há dúvidas de que as criptomoedas são um setor altamente intensivo em energia, e que o consumo é de elevada densidade no caso das fontes fósseis.

Tanto que surgiu o primeiro alarme: os Bitcoins sozinhos poderiam colocar em risco o respeito dos Acordos de Paris sobre o Clima em termos de contenção de emissões de CO2.

Bitcoin consome mais energia do que a Argentina

É difícil fazer cálculos precisos. Mas estima-se que o consumo de energia do Bitcoin sozinho é mais ou menos igual ao de um país europeu médio, como a Suécia, que consome anualmente pouco menos de 132 terawatts-hora (TWh), ou da inteira Argentina, que consome 125 TWh por ano de energia..

O Índice de consumo de eletricidade Bitcoin, elaborado pela Universidade de Cambridge, calcula que a criptomoeda precisa de mais de 133 TWh de eletricidade por ano.

Também é complicado avaliar a composição real das fontes de energia utilizadas para minerar Bitcoin.

Mas algumas pistas levam a calcular a pesada pegada ambiental da criptomoeda.

Embora seja uma tendência em diminuição, estima-se que dois terços dos Bitcoins em circulação tenham sido "minerados" por servidores chineses.

Esses são altamente dependentes da energia produzida a baixo custo a partir do carvão, que representa cerca de 60% do total da matriz energética da China.

E o consumo aumenta proporcionalmente com as cotações da criptomoeda.

O cenário mais pessimista delineado por Cambridge leva a estimar um consumo de 500 TWh por ano nos períodos mais quentes.

Para ter uma ideia, a Grã-Bretanha inteira consome cerca de 300 TWh por ano.

Por que tanto consumo de energia?

O grande consumo de energia vem do complexo sistema de certificação de transações das principais criptomoedas.

Bitcoin é uma moeda baseada na tecnologia blockchain, que permite transações que evitam qualquer tipo de intermediário bancário.

Para verificar a veracidade da transação, é realizada uma competição para resolver uma questão criptográfica complexa que exige tentativas de adivinhar a composição correta de números e letras que fornecem a solução.

O primeiro que consegue encontrá-lo certifica a conexão do bloco ao blockchain com a consequente compensação em Bitcoin.

Uma operação que ocorre a cada dez minutos e que é recompensada com um pecúlio de 6,25 Bitcoins.

É claro que quanto mais a criptomoeda valer, mais os "mineradores" estarão dispostos a investir em capacidade de computação para resolver o problema.

Sem se preocupar muito de onde vem a energia utilizada.

Renováveis podem mudar o jogo?

Como toda infraestrutura que utiliza servidores e capacidade de computação, a solução mais imediata seria o uso de fontes renováveis, como já é o caso no mundo da computação em nuvem, também em forte expansão.

Até para criptomoedas há quem proponha que a energia para mineração seja certificada, criado dessa forma um sistema duplo, um tipo de "blockchain duplo", que dependeria da energia utilizada.

Atualmente, estão sendo criados grandes centros de mineração concentrados em locais que tendem a ser mais frios, para facilitar o resfriamento natural das máquinas, e próximos a fontes renováveis, principalmente hidrelétricas.

Por outro lado, a competição de custos impele a utilização das fontes mais convenientes, nem sempre renováveis.

Em suma, mesmo se Musk utilizou a desculpa da poluição excessiva para voltar pra trás e impedir o uso de Bitcoin na compra de Tesla, a crescente preocupação ambiental com a criptomoeda poderia ser o seu maior risco sistêmico no futuro.

Por Carlo Cauti
Conteúdo publicado originalmente na SUNO Notícias

 

Criptosequestro

Criptosequestro: o golpe digital do momento

Em geral existem dois tipos de ataque de criptosequestro: baseados em servidor e baseados em navegador.

Oliver Sartori, Administradores.com, 

Criptosequestro

O nome dado para a nova técnica que secretamente usa seu aparelho ou computador para minerar criptomoedas ao visitar um site infectado é Criptosequestro. Mineradores maliciosos não são novidade, no entanto, uma nova alternativa tem chamado a atenção: a execução de scripts de mineração em javascript, rodando dentro de um site, que consomem processamento (e claro, eletricidade) de máquinas visitantes. Tudo isso sem que o usuário seja notificado do que está acontecendo.

O primeiro, ou um dos primeiros, caso de mineração por javascript no navegador da internet veio do site PirateBay, questionando seus usuários: “vocês preferem propagandas no site ou preferem dar alguns ciclos da CPU todas as vezes que entrarem no site?”. Em teoria é uma boa prática, mas rapidamente foi modificada e inserida de forma ilegal em diversos sites, grandes e pequenos, de todos os tipos.

Leia também: Criptomoedas para remunerar funcionários?

Em geral existem dois tipos de ataque de criptosequestro: baseados em servidor e baseados em navegador. No modelo baseado em navegador, o atacante insere um código de javascript na página web, que então passa a minerar criptomoedas quando os usuários acessam a página. O método baseado em servidor roda o código de mineração diretamente no servidor de infraestrutura.

Mas há formas de as empresas se protegerem. Compartilho algumas dicas abaixo:

- Realize o patch contra vulnerabilidades conhecidas

A gestão de paches é uma área essencial da TI e Segurança que muitas vezes é deixada de lado e se torna um vetor para diversos ataques, inclusive o criptosequestro. Para os hackers, realizar scans em busca de vulnerabilidades conhecidas é uma atividade trivial, então, não se deixe ser pego por isso e mantenha um programa consistente de gestão e aplicação de patches.

- Realize scans de sua rede

Mesmo com uma gestão eficiente de patches e controles rigorosos de acesso aos servidores, códigos de mineração de criptomoedas podem acabar entrando. Um usuário pode simplesmente aceitar instalar um aplicativo que tenha um malware de mineração escondido como download secundário e não é reconhecido por tecnologias de AV, por exemplo.

Contar com scans e ter visibilidade sobre o que está rodando nos servidores ao longo da rede é uma habilidade crítica para auxiliar na detecção de potenciais ataques de criptosequestro. A mineração de criptomoedas é intensiva no uso de recursos, de forma que qualquer CPU que esteja consumindo recursos além do esperado deve ser analisado.

A mineração de criptomoedas está sempre ligada a um pool de mineração. Isso significa que cada módulo individual de mineração vai se conectar a um recurso externo (o pool de mineração) para receber novos blocos e validar os blocos concluídos. A atualização de regras de firewall/IPS é uma boa prática para identificar e bloquear pools conhecidos, limitando o criptosequestro.

- Limite o risco de parceiros e terceirizados

Outra rota de ataque que pode ser tomada é inserir o código em um site por meio de extensões terceiras ou anúncios. Para prevenir que qualquer script não autorizado rode em um website, as empresas podem usar um protocolo conhecido como Content Security Policy. A ideia original por trás do CSP era limitar o risco de Cross Site Scripting, mas também possui aplicação contra qualquer forma potencial de injeção de código. O CSP é definido no host do webserver e pode ser futuramente reforçado com o uso de Sub-ResourceIntegrity, que identifica quando um script foi modificado.

Toda atenção e cuidado sempre! Quanto mais atentos você e seus colaboradores estiverem, mais chances terão de evitar um cibersequestro.

Oliver Sartori — Pesquisador em Segurança da Informação na Real Protect.

CryptoTab

Navegador CryptoTab: Tudo o que você precisa saber!

CryptoTab – A ferramenta gratuita para Minerar Bitcoins

CryptoTab

Criptomoeda de mineração não é fácil. É preciso gastar muito dinheiro para obter um computador decente para mineração de criptomoedas. Isso garante que nem todas as pessoas possam participar do processo de mineração.

No entanto, a CryptoTab tenta mudar isso.

O novo empreendimento permitirá que você mine a criptomoeda através do navegador de internet do seu computador.

Mineração através de navegadores de internet é algo desaprovado no mundo cryptocurrency. Portanto, para ver uma empresa usando essa ideia e se transformando em seu próprio modelo de negócio é surpreendente. Mas o CryptoTab pode facilmente transformar os descrentes em crentes. No entanto, levaria algum tempo para o negócio CryptoTab ganhar usuários devido à imagem negativa da mineração no navegador, que é um problema que o CryptoTab precisará superar.

Instalar CryptoTab

A ideia por trás do CryptoTab é que ele permite que qualquer pessoa mine qualquer criptomoeda, por exemplo, Bitcoin usando seu navegador de internet chrome. As pessoas que usam o CryptoTab não precisam de nenhum computador caro e de alto desempenho para minerar, o que o torna um investimento desejável para muitos.

Minerar Bitcoins de Graça

Hoje em dia não é possível minerar Bitcoins a menos que se gasta muito dinheiro. É por isso que a mineração de Bitcoin é em grande parte feita por empresas de grande porte e não pelo usuário comum.

Portanto, a ideia de colocar o Bitcoin no seu laptop parece boa demais para ser verdade. No entanto, tenha em mente que a quantidade de Bitcoin que você receberá não será muito grande. Dada a propriedade do Bitcoin de poder ir em quantidades decimais. O custo de manter seu computador ligado por muito tempo pode exceder o benefício do Bitcoin que você receberia, o que levanta a questão de por que alguém usaria o CryptoTab. Esta é também uma das criticas à mineração por navegadores, uma vez que os benefícios não excedem os custos. No entanto, o CryptoTab está tentando fazer isso funcionar.

Embora o modelo de negócios para o novo empreendimento pareça ser legítimo, você não poderá começar a ganhar dinheiro imediatamente. O serviço será executado usando um sistema de referência. A maioria dos seus ganhos não virá da criptomoeda que você tem, mas sim através do número de pessoas que você se refere/indica. No entanto, mesmo depois disso, não espere ganhar muito, porque você não estará realmente investindo dinheiro. É melhor não esperar altos retornos de um serviço gratuito. A quantidade de dinheiro que você recebe seria igual a uma pequena porcentagem dos ganhos de outras pessoas (as pessoas que você refere), assim, quanto mais referências você receber, mais dinheiro você poderá ganhar.

O modelo de negócios é, no mínimo, interessante. A empresa está atualmente executando suas próprias operações de mineração Bitcoin. Quando os usuários estiverem conectados e instalarem o Chrome Plugin , eles receberão o Bitcoin em troca de indicar seus amigos. Existem muitas questões que surgem com esta abordagem, como será sustentável com um grande número de pessoas? O processo de mineração de Bitcoin é eficiente o suficiente para permanecer administràvel a longo prazo? O montante de dinheiro pago por usuário diminuiria à medida que mais pessoas se inscrevessem? Há muitas perguntas que a empresa precisaria responder se fosse para levar as pessoas a bordo.

No entanto, um problema com o serviço CryptoTab é que você não recebe dinheiro se se recusar a convidar amigos. Isso anula o propósito de minerar o Bitcoin através do navegador. Em seguida, o CryptoTab estaria enganando seus usuários se alegassem que isso permite que as pessoas minem a criptomoeda por meio de navegadores da Internet. Todo o sistema gira em torno de referências.

No entanto, o serviço é gratuito e é um conceito interessante.

Se você tem um grande círculo social, então você pode ganhar uma quantia decente de dinheiro através do CryptoTab.

E se esse negócio der certo, os primeiros que estiverem dentro serão mais beneficiados.

Clique aqui para se cadastrar e gerar Bitcoins enquanto navega na internet. E não esqueça de convidar os amigos.

Fonte: factschronicle.com

Entenda o que é bitcoin

Criada há mais de nove anos, a bitcoin atrai a atenção de investidores e já é aceita como meio de pagamento em alguns países.

Por Rita Azevedo 6 dez 2017, 10h50 – Publicado em 13 jun 2017, 15h47 (Fonte: EXAME.com)

Bitcoin
(Chris Ratcliffe/Bloomberg)

 

A bitcoin é uma moeda, assim como o real ou o dólar, mas bem diferente dos exemplos citados. O primeiro motivo é que não é possível mexer no bolso da calça e encontrar uma delas esquecida. Ela não existe fisicamente, é totalmente virtual.

O outro motivo é que sua emissão não é controlada por um Banco Central. Ela é produzida de forma descentralizada por milhares de computadores, mantidos por pessoas que “emprestam” a capacidade de suas máquinas para criar bitcoins e registrar todas as transações feitas.

No processo de nascimento de uma bitcoin, chamado de “mineração”, os computadores conectados à rede competem entre si na resolução de problemas matemáticos. Quem ganha, recebe um bloco da moeda.

O nível de dificuldade dos desafios é ajustado pela rede, para que a moeda cresça dentro de uma faixa limitada, que é de até 21 milhões de unidades até o ano de 2140.

Esse limite foi estabelecido pelo criador da moeda, um desenvolvedor misterioso chamado Satoshi Nakamoto — que, até hoje, nunca teve a identidade comprovada.

De tempos em tempos, o valor da recompensa dos “mineiros” também é reduzido. Quando a moeda foi criada, em 2009, qualquer pessoa com o software poderia “minerar”, desde que estivesse disposta a deixar o computador ligado por dias e noites.

Com o aumento do número de interessados, a tarefa de fabricar bitcoins ficou apenas com quem tinha super máquinas. A disputa aumentou tanto que surgiram até computadores com hardware dedicado à tarefa, como o Avalon ASIC.

Além da mineração, é possível possuir bitcoins comprando unidades em casas de câmbio específicas ou aceitando a criptmoeda ao vender coisas.

As moedas virtuais são guardadas em uma espécie de carteira, criada quando o usuário se cadastra no software.

Depois do cadastro, a pessoa recebe um código com letras e números, chamado de “endereço”, utilizado nas transações. Quando ela quiser comprar um jogo, por exemplo, deve fornecer ao vendedor o tal endereço. As identidades do comprador e do vendedor são mantidas no anonimato, mas a transação fica registrada no sistema de forma pública. A compra não pode ser desfeita.

Com bitcoins, é possível contratar serviços ou adquirir coisas no mundo todo. O número de empresas que a aceitam ainda é pequeno, mas vários países, como a Rússia se movimentam no sentido de “regular” a moeda. Em abril deste ano, o Japão começou a aceitar bitcoins como meio legal de pagamento. O esperado é que até 300 mil estabelecimentos no Japão aceitem, até o final do ano, este tipo de dinheiro.

Por outro lado, países como a China tentam fechar o cerco das criptomoedas, ordenando o fechamento de várias plataformas de câmbio e proibindo a prática conhecida como ICO (initial coin offerings), uma espécie de abertura de capital na bolsa, mas feita com criptomoedas (entenda melhor).

O valor da bitcoin segue as regras de mercado, ou seja, quanto maior a demanda, maior a cotação. Historicamente, a moeda virtual apresenta alta volatilidade. Em 2014, sofreu uma forte desvalorização, mas retomou sua popularidade nos anos seguintes.

Neste ano, o interesse pela bitcoin explodiu. No dia 1° de janeiro, a moeda era negociada a pouco mais de mil dólares. No início de dezembro, já valia mais de 10 mil dólares. Leia mais: Bitcoin – A maior febre da história do dinheiro

Os entusiastas da moeda dizem que o movimento de alta deve continuar com o interesse de novos adeptos e a maior aceitação. Críticos afirmam que a moeda vive uma bolha — semelhante à Bolha das Tulipas, do século XVII — que estaria prestes a estourar.

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