LGPD: uma nova perspectiva para empresas e consumidores

A LGPD chega para tranquilizar e, ao mesmo tempo, esclarecer sobre a importância de se realizar investimentos em segurança.

Por Virginia Vaamonde*

LGPD: uma nova perspectiva para empresas e consumidores

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) já é realidade no Brasil antes mesmo de entrar em vigência. Afinal, é possível observar movimentações de empresas no país para se adequar à nova regra e garantir privacidade e proteção dos dados pessoais de cada cliente, algo tão importante em um mundo cada vez mais conectado e dinâmico.

Antes de falar sobre as mudanças e sobre como estamos agindo, precisamos sempre lembrar que a LGPD vem para regular algo de extrema importância para todos os cidadãos e passar mais credibilidade para todas as companhias que necessitem de dados pessoais dos clientes para um determinado momento da operação.

O medo de ter dados vazados cresce a cada ano.

Segundo o levantamento global de Índice de Segurança, feito pela Unisys, a preocupação das organizações com a segurança teve um aumento de 50% em dez anos. Acredito que grande parte dos brasileiros já desistiu de algum processo ou compra simplesmente por desconfiar de como seriam usados os dados após a inserção no sistema. Outro detalhe que também preocupava era o risco de tais informações não estarem armazenadas em locais seguros e, de alguma maneira, serem roubadas por hackers.

A LGPD chega para tranquilizar e, ao mesmo tempo, esclarecer sobre a importância de se realizar investimentos em segurança. E, principalmente, mostrar às empresas a necessidade de se reinventar para entender o que é ou não necessário - e se, após o rompimento de um contrato ou a finalização de uma compra, por exemplo, haverá a necessidade de manter aquelas informações no sistema.

Aqui na GS1 Brasil esse assunto já está em debate há algum tempo. Além de estarmos acompanhando todos os movimentos desde a implementação da GDPR (General Data Protection Regulation) na Europa, temos a obrigação de cuidar bem das informações pessoais de cada um dos nossos parceiros em todos os detalhes.

Uma das nossas primeiras iniciativas foi criar um grupo com outros executivos da associação para entendermos melhor cada detalhe, realizamos treinamentos e, assim, estarmos preparados para o momento em que a LGPD passar a ser obrigatória no Brasil. Também contamos com um time de governança de dados, criado neste ano e que mapeou todas as áreas da nossa organização, para entendermos melhor quais operações lidam com dados pessoais e com quem compartilhamos tais informações. Ainda refizemos nossos processos de filiação e, agora, só mantemos os dados necessários, seja um novo parceiro ou, até mesmo, um aluno de um curso.

A informação é tratada como o novo petróleo.

E, como todo bem precioso, deve ser utilizado com responsabilidade. Como associação e parte ativa da sociedade, a GS1 Brasil tem se preparado, de forma consistente, para a vigência da LGPD no Brasil.

*Virginia Vaamonde é CEO GS1 Brasil - Associação Brasileira de Automação.

Fonte: Administradores.com

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