Tenologias 2018

10 tecnologias que vão definir 2018

À medida que as tecnologias atingem a maturidade, as inovações fazem um salto – desde aplicações para o consumidor até aplicações para empresas

Johan Paulsson, Administradores.com, 
Tenologias 2018
iStock

Como o filósofo grego Heráclito disse, “A única constante é a mudança”. E isso é certamente um fato para qualquer um que trabalhe em áreas relacionadas à tecnologia (e quem não, ultimamente?). O ritmo das inovações tecnológicas é tamanho que até mesmo as mais fantasiosas sobre como seria o futuro parecem se tornar realidade.

À medida que as tecnologias atingem a maturidade, as inovações fazem um salto – desde aplicações para o consumidor até aplicações para empresas. Assim, ao olhar para 2018, identificamos algumas tendências que possivelmente vão impactar os negócios e a indústria.

A caminho da borda

Duas tendências dos últimos anos que se tornaram familiares - computação em nuvem e a Internet das Coisas - proporcionaram benefícios inegáveis para empresas e consumidores. Mas elas também vêm com implicações: o enorme aumento na quantidade de dados que estão sendo transferidos de dispositivos conectados para o data center. Tudo isso precisa ser processado e armazenado. Nesse cenário, a tecnologia de “Edge Computing” alivia esse problema ao executar o processamento de dados na "borda" da rede, perto da fonte dos dados. Isso reduz consideravelmente a largura de banda necessária entre sensores e dispositivos e o data center. O próximo passo para a computação de borda relaciona-se com preocupações potenciais em relação à integridade e privacidade dos dados: uma resposta provável a essas preocupações será deixá-los anônimos e criar dados criptografados dentro do dispositivo na borda antes de serem transferidos para o centro de dados.

C2C: Cloud-to-Cloud

Apesar da mudança para a computação de borda, a computação em nuvem ainda desempenhará um papel significativo nas infraestruturas de TI. Embora a computação em nuvem possa dar a impressão de ser uma única figura, existem, na verdade, várias nuvens sendo usadas em todo o mundo. Ao passo que um número crescente de empresas oferece serviços baseados em nuvem, o sistema ecológico de nuvem tem se tornado o ponto preferido para a integração, em vez dos sistemas on-premise tradicionais.

Um dos benefícios da integração entre as nuvens é uma redução da necessidade de serviços internos de TI. Além disso, os serviços compostos avançados de vários fornecedores podem ser criados e implantados através de APIs, incluindo análise de dados, gerenciamento de conteúdo e armazenamento.

Aprendizagem profunda e automática

A tecnologia chegou a um estágio em que os benefícios completos de arquiteturas de aprendizado profundo de máquinas podem começar a ser verificados. Temos enormes conjuntos de dados para analisar, temos o poder de processamento disponível para fazê-lo dentro de prazos razoáveis, temos algoritmos sofisticados e alguns estudos de caso para analisar. O potencial de análise no setor de proteção e segurança parece óbvio se lembrarmos que algumas das demonstrações mais impressionantes da aplicação do aprendizado profundo têm sido relacionadas a interpretação de imagens, reconhecimento de fala e suporte à decisão.

Em um nível relativamente básico, aplicações de aprendizado profundo melhorarão a detecção de movimento de vídeo, reconhecimento facial, rastreamento individual e supressão de falsos alarmes. Isso ajudará a concepção, configuração, otimização e gerenciamento de dispositivos do sistema. Além disso, à medida que os aplicativos se desenvolvem, há uma oportunidade para a análise preditiva que leva à prevenção de incidentes: desde terrorismo até acidentes domésticos; de questões de trânsito a roubos; e até mesmo a tragédia dos suicídios ferroviários.

Personalização VS. Privacidade

Uma das aplicações potenciais para o “deep learning” pode ser na entrega de serviços altamente personalizados. Imagine um ambiente de varejo onde o rosto de um cliente é reconhecido ao entrar na loja, e as ofertas são enviadas para um dispositivo móvel com base em compras anteriores, preferências ou até mesmo no histórico de navegação recente. Mas também, só porque algo pode ser feito não significa necessariamente que deveria ser, e este exemplo destaca imediatamente as preocupações crescentes em relação à privacidade e como os dados pessoais estão sendo usados por empresas e outras organizações.

Equilibrar a personalização com a proteção dos dados e da privacidade do indivíduo será uma corda bamba que todas as organizações caminharão no nesse ano.

Cibersegurança

Mais uma vez, como aconteceu no ano passado, a segurança cibernética deve aparecer na lista de tendências para os próximos 12 meses e além. O constante aprimoramento da segurança cibernética será uma tarefa sem fim, porque os cibercriminosos nunca pararão de explorar vulnerabilidades em qualquer nova tecnologia. E, à medida que o número de dispositivos conectados cresce de forma exponencial, também crescem as falhas potenciais que, se não forem atendidas, podem proporcionar a oportunidade de que redes sejam violadas, ransomwares plantados ou gerem um tempo de inatividade dispendioso. 2018, sem dúvida, verá mais ataques e vulnerabilidades expostas. A resposta é proatividade e um processo sistemático para garantir que os patches sejam instalados logo que estejam disponíveis.

Plataformas para aproveitar todos os benefícios do IoT

Falando sobre o IoT, chegou-se a um ponto que para escalar, coletar e analisar dados, gerenciar a rede de dispositivos conectados de forma eficaz, é crucial usar uma arquitetura escalável. Essa plataforma chamada IoT permite que o equipamento de diferentes fornecedores coexista e troque informações facilmente para formar sistemas inteligentes usando infraestrutura de rede existente. Existem inúmeras empresas, provedores de tecnologia e novos operadores no mercado - permitindo que plataformas suportem dispositivos IoT e neste ano haverá uma maior maturação. No entanto, o que também será importante futuramente serão novos padrões internacionais ou, de fato, a possibilidade de interoperabilidade entre as diferentes plataformas IoT - e que irão suportar os verdadeiros sistemas agnósticos.

Mais do que Bitcoin: Blockchain

Como um livro de registros aberto, o Blockchain pode registrar as transações entre duas partes de forma eficiente, verificável e permanente. 2018 começará a ver o blockchain sendo testado em múltiplas aplicações em diversos setores.

Em nossa indústria, dado que o blockchain permite a autenticação de qualquer conteúdo, a cadeia de blocos pode ser usada para verificar o conteúdo de vídeo de múltiplas fontes - como telefones celulares públicos e câmeras usadas pela polícia - para uso em investigações forenses. Além dos dados de vídeo, a cadeia de blocos também pode ser usada para verificar a autenticidade dos dispositivos conectados à rede da câmera.

Cidades Inteligentes

O conceito de Cidades Inteligentes não é novidade. Durante anos, o número crescente de sensores de diferentes tipos em ambientes urbanos está ajudando a resolver demandas específicas, desde a aplicação da lei até a monitoração da qualidade do ar. À medida que a população mundial está cada vez mais alojada nas cidades - 25% mais pessoas viverão em um centro urbano em 2050 - o uso de sensores para ajudar a criar ambientes mais habitáveis, sustentáveis e seguros só aumentará.

No entanto, uma verdadeira cidade inteligente é uma visão para o desenvolvimento urbano que integra tecnologia de informação, dados, comunicações e Internet das Coisas (IoT) de forma segura para gerenciar os bens de uma cidade – que incluem sistemas de informação de departamentos governamentais, escolas, transporte, hospitais, redes de abastecimento de água, gerenciamento de resíduos, serviços policiais e de emergência e outros serviços comunitários.

Tradicionalmente, a maioria desses serviços individuais operava em de forma isolada. E isso está impedindo a realização do potencial das Smart Cities. Uma cidade só pode realmente ser "inteligente" quando todos os seus dados estiverem abertos e utilizáveis em todos os serviços.

Lidar com os desafios urbanos, como a proteção e a segurança dos cidadãos, congestionamentos, o sucateamento da infraestrutura e as respostas a desastres naturais requer uma análise coordenada dos dados disponíveis, a fim de fornecer uma resposta adequada e efetiva.

A nova dimensão dos sensores não-visuais

Até recentemente, os principais dados – se não os únicos - disponíveis para os operadores de vigilância eram um vídeo que, obviamente, oferece apenas uma perspectiva bidimensional. Com o uso de novos sensores não-visuais, essa visão se tornará multidimensional, proporcionando uma riqueza de dados que permitirá uma avaliação mais rápida e precisa das situações e, portanto, uma escalada mais rápida, a ativação de uma resposta adequada e a minimização de falsos alarmes.

A tecnologia de radar, por exemplo, usa ondas eletromagnéticas para detectar movimentos. O radar não é sensível às circunstâncias que normalmente desencadeiam falsos alarmes, como sombras móveis ou feixes de luz, pequenos animais, pingos de chuva ou insetos, vento e mau tempo. Além disso, pode fornecer detalhes sobre a posição exata de qualquer objeto e seu deslocamento.

Os avanços na precisão da detecção de som, seja uma janela quebrada ou vozes agressivas, significam que o áudio será um recurso útil que poderia ser perdido em uma solução baseada puramente em vídeo.

Assistentes virtuais e realidade aumentada para os negócios

No ano passado, muitos consumidores adotaram assistentes virtuais – Alexa, da Amazon; Google Home; Siri, da Apple; e Cortana, da Microsoft. Os assistentes se tornaram famosos por ajudar as pessoas a gerenciar suas vidas diárias e as próximas tecnologias, como o Facebook M, só vão contribuir ainda mais com isso. É inevitável que essas mesmas tecnologias comecem a encontrar uma rota para o ambiente de negócios, já que os consumidores esperam os mesmos níveis de ajuda tecnológica no trabalho.

Da mesma forma, a realidade aumentada tem existido em nichos específicos, como o militar e a aviação, mas mostra um enorme potencial na arena de negócios. Uma das óbvias oportunidades na área de negócios é a instalação e manutenção de soluções tecnológicas onde as instruções visuais podem ser superadas na visão real dos técnicos para ajudá-los no trabalho.

Com o crescente uso de sensores e análises não-visuais para aumentar a precisão e novas perspectivas para a informação visual, os consumidores de videovigilância estarão usando Realidade Aumentada para reunir essas fontes de dados em uma única visão, permitindo uma resposta mais rápida e apropriada.

Johan Paulsson — Diretor de tecnologia da Axis Communications

WhatsApp lança aplicativo específico para negócios

O WhatsApp anunciou que terá uma versão para negócios, o WhatsApp Business.

O aplicativo, gratuito, permite destacar a conta como um “perfil empresarial” e colher estatísticas para entender se as estratégias de comunicação das empresas estão funcionando.

“Mais de 80% dos pequenos negócios na Índia e no Brasil dizem que o WhatsApp os ajuda a se comunicar com clientes”, diz um comunicado do WhatsApp.

A versão do app está disponível para celulares Android na Indonésia, Itália, México, Reino Unido e Estados Unidos, e chega ao Brasil e outros países nas próximas semanas.

É a primeira grande mudança no uso do app desde que a empresa foi comprada pelo Facebook, em 2014. Na época, não estava claro como a companhia de Zuckerberg iria lucrar com o aplicativo de mensagens.

Fonte: Folha.uol.com.br

Robô-aspirador Roomba vai mapear qualidade de sinal Wi-Fi da sua casa

Mapa mostra a intensidade da conexão com a Internet na sua casa

Por Carolina Ribeiro, para o TechTudo – 

Roomba, linha popular de robô-aspirador desenvolvida pela empresa americana iRobot, receberá um recurso para mapear a intensidade do sinal Wi-Fi da casa. A função, que fica disponível no app iRobot HOME, exibe em um mapa os cômodos com conexão de Internet fraca ou até inexistente, ao mesmo tempo em que o robô faz a limpeza.

A ferramenta será lançada em versão beta para um grupo limitado de pessoas nos Estados Unidos ainda neste mês.

A novidade possibilita alternar entre o mapa de cobertura do Wi-Fi e o recurso já existente, que exibe onde o robô fez a limpeza. Com a atualização do aplicativo, também será possível controlar de forma mais eficaz os locais onde o robô não conseguiu aspirar, uma vez que o sinal de Wi-Fi estará instável.

Utilidade da função

Com a novidade, o usuário poderá identificar quais cômodos têm sinal fraco e até mesmo inexistente. Por exemplo, a pessoa pode trocar o roteador de local se perceber que a posição dele está afetando a conexão em algum cômodo ou incluir outros pontos de Wi-Fi para ampliar a intensidade do sinal.

Robô-aspirador Roomba vai mapear qualidade de sinal Wi-Fi (Foto: Divulgação/iRobot)Robô-aspirador Roomba vai mapear qualidade de sinal Wi-Fi (Foto: Divulgação/iRobot)

Robô-aspirador Roomba vai mapear qualidade de sinal Wi-Fi (Foto: Divulgação/iRobot)

Lançamento e preço

A funcionalidade, que até o momento é compatível somente com a série Roomba 900, será lançada em versão beta para um número reduzido de usuários nos Estados Unidos, em meados de janeiro. A iRobot não confirmou o preço e nem se o recurso estará disponível para o Brasil.

Via The Verge

Fonte: techtudo.com.br

Brasil é o 4º país em número de usuários de internet

Com 120 milhões de pessoas conectadas, o Brasil fica atrás apenas dos Estados Unidos (242 milhões), Índia (333 milhões) e China (705 milhões)

Por Agência Brasil - 3 out 2017, 22h14

Acesso à internet no Brasil
Internet: o crescimento médio do acesso à internet no país no período foi de 3,5%, (Ridofranz/Thinkstock)

Um relatório sobre economia digital divulgado hoje (3) pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês) colocou o Brasil em quarto lugar no ranking mundial de usuários de internet.

Com 120 milhões de pessoas conectadas, o Brasil fica atrás apenas dos Estados Unidos (242 milhões), Índia (333 milhões) e China (705 milhões).

Depois do Brasil, aparecem Japão (118 milhões), Rússia (104 milhões), Nigéria (87 milhões), Alemanha (72 milhões), México (72 milhões) e Reino Unido (59 milhões).

No entanto, apesar do grande número de brasileiros conectados, se for considerado o total de usuários em relação à população, o desempenho do Brasil é inferior.

Segundo dados da União Internacional de Telecomunicações (UIT), o país tem 59% de usuários conectados, percentual inferior ao do Reino Unido (94%), Japão (92%), Alemanha (90%), Estados Unidos (76%) e Rússia (76%).

O México possui o mesmo índice do Brasil. China e Índia, países com mais de 1 bilhão de habitantes, ficam atrás juntamente com a Nigéria.

O relatório da UNCTAD avaliou também o ritmo de crescimento do acesso à internet nos últimos anos, considerando o período de 2012 a 2015. Segundo o estudo, o crescimento médio do país no período foi de 3,5%, atrás de Índia (4,5%), Japão (4,6%), Nigéria (4,9%) e México (5,9%).

Países mais ricos – como Estados Unidos, China, Alemanha e Reino Unidos – apresentaram um ritmo ainda mais lento do que o Brasil. Contudo, essas nações já possuem taxas de penetração maiores, segundo apontam os dados da União Internacional de Telecomunicações.

Desigualdade

Mesmo com um grande contingente de brasileiros conectados, dados da pesquisa TIC Domicílios, do Núcleo de Informação e Comunicação do Comitê Gestor da Internet (CGI-Br), apontam que ainda há desigualdade no acesso à internet. De acordo com o levantamento, divulgado em setembro, o percentual de lares conectados é de 59% nos centros urbanos, contra 26% nas áreas rurais. No recorte regional, o índice é de 40% no Nordeste, contra 64% no Sudeste.

A disparidade também aparece quando observada a situação econômica. De acordo com a pesquisa do CGI-Br, a internet está em 29% das casas com famílias com renda de até um salário mínimo, contra um índice de 97% naquelas que ganham até 10 salários mínimos. Enquanto na classe A a penetração é de 98%, nas classes D e E ela fica em 23%.

Qualidade

Na avaliação da advogada Flávia Lefévre, representante do Instituto Proteste e integrante do Comitê Gestor da Internet, embora o Brasil tenha muitas pessoas conectadas, a velocidade ainda é ruim e o acesso muito baseado em telefones celulares, com planos pré-pagos e franquias baixas, que muitas vezes não duram até o fim do mês.

“A gente tem muitas pessoas conectadas, mas a qualidade do acesso ainda é ruim. A velocidade de provimento é menor do que a média mundial. Muitas pessoas ainda dependem de franquias ou de usar o [rede] wi-fi. Apesar de sermos a nona economia do mundo, temos no geral uma internet de baixa qualidade, especialmente para os mais pobres”, destaca.

A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério das Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para comentar o resultado das pesquisa, no entando não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Fonte: EXAME.com

Falha grave no Bluetooth coloca bilhões de dispositivos em risco

Se você tem qualquer dispositivo Bluetooth, seja ele um celular, tablet, notebook, TV ou qualquer outro aparelho, é importante atualizá-lo o mais rápido possível.

Bluetooth
(Foto: Reprodução)

Uma grave falha no sistema de transmissão pelo ar dessa tecnologia tem colocado bilhões de máquinas em risco ao redor do mundo.

Não são milhões, mas bilhões, mesmo. A falha foi descoberta pela empresa de segurança Armis, baseada nos EUA, e ganhou o nome de "Blueborne". Segundo os pesquisadores que revelaram a brecha, mais de 5,3 bilhões de dispositivos estão em perigo, incluindo aparelhos com Windows, Linux, iOS e Android.

Um hacker mal intencionado que quiser explorar o Blueborne pode ganhar acesso total e remoto ao celular ou PC da vítima em questão de segundos, muitas vezes sem que o usuário perceba. O problema está no BNEP, um protocolo que permite o compartilhamento de internet por meio do Bluetooth (também conhecido como tethering).

"Por conta de uma falha no BNEP, um hacker pode aplicar uma corrupção cirúrgica de memória, o que é fácil de explorar, e dá a ele o poder de ativar códigos no dispositivo, efetivamente garantindo a ele controle completo", afirmou a Armis. Com base nisso, o criminoso pode redirecionar todos os dados da vítima para outra máquina, permitindo uma espécie de "clonagem" das informações. Tudo sem sequer exigir pareamento.

Naturalmente, antes de divulgar a existência do Blueborne, a Armis explicou os detalhes da falha para a maioria das grandes empresas de software do mercado. Isso significa que a Microsoft já corrigiu o problema no Windows e a Apple já atualizou o iOS. O Google deve liberar uma correção para o Android ainda nesta quarta-feira, 13.

Ou seja, a solução é manter seus dispositivos Bluetooth atualizados e evitar celulares, tablets ou PCs muito antigos que não têm mais suporte para atualizações.

Fonte: Olhar Digital

 

 

Chip é implantado em funcionários de empresa dos EUA

Brasil será nosso próximo mercado’, diz CEO que implantou chips no corpo de funcionários nos EUA.

Chip implantado em funcionários de empresa dos EUA para abrir portas e autorizar compras
Foto: Divulgação/Three Square Market

Maioria dos funcionários da empresa de tecnologia Three Square Market já convivem com corpo estranho, do tamanho de um grão de arroz, aplicado com seringa sob a pele entre os dedos polegar e indicador.

Um mês após o anúncio, passado o frenesi inicial da imprensa americana, 61 dos 80 funcionários da Three Square Market já convivem com esse corpo estranho, do tamanho de um grão de arroz, aplicado com uma seringa sob a pele entre os dedos polegar e indicador.

O chip funciona como um código de barras e permite que leitores digitais identifiquem o nome, a área de trabalho e até mesmo o cartão de crédito dos funcionários que decidem comprar algo para lanchar na cantina da empresa.

“A adesão foi totalmente voluntária. Eu mesmo me surpreendi com o interesse. A moral da história é que somos uma empresa de tecnologia e os funcionários naturalmente se interessam pelo que é novo”, disse à BBC Brasil Todd Westby, CEO da Three Square Market, que era conhecida até hoje como produtora de máquinas de autoatendimento, como aquelas que vendem latinhas de Coca-Cola no metrô ou substituem o trabalho dos operadores de caixas em supermercados.

Tratada por Westby como o início de uma “revolução como foi a do iPhone”, a tecnologia também desperta preocupações e críticas, já que poderia ser utilizada, teoricamente, para monitorar momentos de descanso de empregados ou os trajetos feitos por seus usuários, incluindo locais mais frequentados e hábitos de consumo.

Para que esse tipo de monitoramento fosse possível, entretanto, o chip subcutâneo precisaria ter um dispositivo de GPS – algo que não está presente na versão instalada nos funcionários da empresa de tecnologia.

Pelo menos por enquanto. “Nós já desenvolvemos toda a tecnologia de um GPS alimentado pela energia do corpo. Agora estamos trabalhando para reduzir o tamanho do dispositivo até que seja possível implantá-lo”, diz Westby à BBC Brasil.

Tornozeleiras

O empreendedor diz que, num futuro próximo, a tecnologia poderá ser usada para substituir documentos, fichas médicas e até tornozeleiras eletrônicas – bastante conhecidas no Brasil graças a sentenças recentes da operação Lava Jato.

“As sociedades estão cada vez mais substituindo o dinheiro vivo por outras formas de pagamento. O papel também está sumindo. O chip poderá substituir passaportes e você não vai mais correr o risco de ter o seu roubado ou de perdê-lo. Uma pessoa com Alzheimer ou doenças de memória poderá ter toda a lista de remédios que consome detalhada no chip quando for a uma emergência ou visitar um novo médico”, diz.

“As tornozeleiras eletrônicas existem para monitorar pessoas condenadas, mas são caras e têm logística difícil. O chip resolveria isso”, continua.

Neste ano, pelo menos cinco estados brasileiros – Goiás, Espírito Santo, Piauí, Alagoas e Rio de Janeiro – registraram falta de tornozeleiras por excessod e demanda. Em julho deste ano, o ex-assessor do presidente Michel Temer Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), flagrado com uma mala com R$ 500 mil, foi alvo de investigação por supostamente ter “furado a fila da tornozeleira”.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima, que teve prisão preventiva decretada por suposto envolvimento em corrupção, teve sua liberação para o regime semi-aberto atrasada também pela escassez do equipamento.

A empresa de Wetsby, um economista que migrou para a industria da tecnologia em 1997, é a primeira de que se tem conhecimento nos EUA a implantar chips em funcionários.

Agora, com seis patentes diferentes em processo de registro, ele quer vender a tecnologia para diferentes setores.

Brasil

“Dois hospitais brasileiros já nos procuraram querendo experimentar a tecnologia”, diz o executivo à BBC Brasil.

Wetsby se limita a dizer que um deles está em São Paulo, mas não revela nomes “porque as negociações ainda estão em andamento”.

“O Brasil será nosso próximo mercado. Sei que vocês também têm uma demanda muito grande no sistema penal”, diz o CEO. “Também estamos conversando com Espanha, Canadá, México e outros lugares.”

A reportagem questiona se a implantação dos chips nos funcionários não foi uma estratégia de marketing, já que garantiu visibilidade à empresa e abriu as portas para interessados na tecnologia. Westby jura que não.

“Zero marketing, você acredite ou não. Nós somos uma empresa de tecnologia. Achamos que seria divertido fazer esse teste, ficamos empolgados e os funcionários também. Mandamos, claro uma divulgação para a imprensa como fazemos sempre, mas não sabiamos que causaria uma comoção tão grande.”

O lançamento da tecnologia, em 1º de agosto, reuniu dezenas de equipes de TV na pequena cidade de River Falls, de 15 mil habitantes.

Entre os entrevistados estava uma funcionária que não aceitou receber o chip.

“Eu ainda não vi pesquisas sobre os efeitos a longo prazo na saúde. Isso me deixa um pouco preocupada. Ainda é um objeto estranho sendo colocado em seu corpo”, disse a executiva de marketing Katie Langer em entrevista à NBC News.

Futuro

O chip usado pela empresa já permite que funcionários se identifiquem em catracas e roletas, utilizem computadores e máquinas de fotocópias e paguem por produtos consumidos na cantina. O chip funciona a uma distância máxima de 15 centímetros dos leitores.

Segundo o criador, ele pode ser removido em poucos minutos com ajuda de um médico ou enfermeiro – da mesma forma com que foram inseridos.

“A tecnologia que estamos usando é passiva. Não tem GPS, portanto o hackeamento é impossível”, responde o empresário.

A reportagem lembra que ele havia dito há pouco que está desenvolvendo uma versão com GPS. “Sim, mas até que tenhamos a tecnologia 100% segura, ela não será lançada”, responde.

Os usos do chip subcutâneo, segundo seu criador, poderiam incluir monitoramento de crianças em regiões com alta incidência de tráfico infantil ou de animais domésticos, cuja fugas poderiam ser evitadas ou controladas.

Em 2015, um boato de que a então presidente Dilma Rousseff implantaria chips nos brasileiros para substituir documentos como RG e CPF foi o assunto mais buscado no país pelo Google durante semanas.

A informação era falsa. Dilma não havia sancionado ou discutido qualquer lei sobre microchips – mas discutia a criação de um novo cartão chamado Registro de Identidade Civil, que possuiria um chip como os presentes em bilhetes de ônibus ou cartões de crédito.

Para Wetsby, a comoção ocorrida à época no Brasil deixará de ocorrer em alguns anos.

“As pessoas se preocupavam com dados pessoais na internet e hoje fazem questão de compartilhá-los para receberem indicações de sites e produtos que têm a ver com seu perfil. Todo mundo ficou chocado com o GPS do iPhone e hoje gosta quando o telefone recomenda trajetos mais inteligentes. No futuro, com os chips, será a mesma coisa: os que hoje se preocupam vão querer tê-lo para conseguir acesso rápido a produtos customizados e ter mais segurança do que com papéis ou documentos que podem perder.”

Fonte: g1.globo.com

Jovens que acessam a internet em excesso podem sofrer com sua saúde mental

Não é novidade para ninguém aquela velha história de que qualquer coisa em excesso faz mal.

Infelizmente, o uso da internet não está livre disso. Prova disso veio com um novo estudo feito no Reino Unido pelo Instituto de Política de Educação, que encontrou uma ligação entre o uso “extremo” da rede por adolescentes – com destaque em específico para as mídias sociais – e certos problemas com sua saúde mental.

Saúde mental dos Jovens

Antes que você comece a se preocupar, o estudo não é conclusivo em apontar os efeitos do excesso da internet e problemas mentais. No entanto, ele aponta que o uso contínuo da rede pode indicar que aquela pessoa tem maiores chances de sofrer com algum tipo de insatisfação em sua vida. Jovens que gastam três horas ou mais online mesmo em dias de escola, por exemplo, têm duas vezes mais chances de relatar algum problema com sua saúde mental.

“O uso contínuo da rede pode indicar que aquela pessoa tem maiores chances de sofrer com algum tipo de insatisfação em sua vida”

Já os verdadeiros usuários extremos, que passam seis horas ou mais na internet, reportaram serem vítimas de bullying em 17,8% dos entrevistados – quase três vezes mais do que os 6,7% relatados por usuários moderados de internet. Não limitados a isso, os adolescentes que chegam a esses níveis também relataram uma satisfação de vida média de 6,59/10 contra uma média de 7,4/10 dos moderados.

Novamente, é importante frisar que o estudo não aponta o uso excessivo de internet como a causa de tudo. Muito pelo contrário: em vários casos, seu uso foi notado como benéfico para várias pessoas. Justamente por isso, contudo, é que essa ligação pode estar se formando.

Em meio a tudo isso, a mensagem que fica é uma maior atenção aos casos de uso excessivo de internet. Caso ele exista, é sinal de que esse jovem possa estar precisando de ajuda.

FONTE(S): TECMUNDO | EDUCATION POLICY INSTITUTE
IMAGEN(S): ALAMY

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