Samsung lançará PC com ‘processador de celular’ e GPU da AMD

Samsung pode estar se preparando para lançar no mercado um computador com Windows 10, equipado com um processador Exynos e placa de vídeo da AMD.

Imagem: CNET

Como os Exynos se baseiam na arquitetura ARM, e já estão presentes na linha de smartphones Galaxy S21 da sul-coreana, é possível que o novo PC da Samsung irá rodar em ARM, competindo com o Snapdragon 8cx da Qualcomm.

Divulgado pelo site ZDNet Korea na quarta-feira (24), o lançamento do novo computador da Samsung está previsto para o segundo semestre deste ano, possivelmente após o lançamento da nova geração do Galaxy Note, linha que vem perdendo espaço na constelação da Samsung, cada vez mais habitada por dobráveis.

Se o PC for mesmo lançado, a Samsung estaria entrando em um mercado largamente dominado pela Qualcomm, parceira da Microsoft desde 2018. Para consolidar sua liderança, a fabricante de chips californiana lançou, em meados do ano passado, a segunda geração do Snapdragon 8cx para notebooks Windows 10.

A mudança para o Exynos

Fonte: Pplware/Reprodução
Fonte: Pplware/Reprodução

Fonte:  Pplware 

A Samsung já havia utilizado o Windows 10 em dispositivos ARM em 2019, quando lançou na época o Galaxy Book S e o Galaxy Book 2. Porém, os dois modelos utilizavam processadores da Qualcomm, o Snapdragon 8cz.

Na mesma ocasião, a Samsung anunciou sua parceria com a AMD, com o objetivo de levar a GPU Radeon aos smartphones da marca. Pelo acordo, a fabricante dos processadores Ryzen receberia valores em taxas de licenciamento e royalties pelo uso dos seus gráficos.

Há muito que empresas como a Intel e a Qualcomm dominam o mercado, mas alguns fabricantes de equipamentos estão adotando soluções “domésticas”, como a Apple, que projetou seu próprio chip, o M1, para equipar o MacBook Air e o Pro. Ao lançar um PC com Windows 10, alimentado com um processador Exynos, a Samsung poderá ser o próximo OEM a adotar essa tendência.

Fonte: TecMundo

As 10 tendências tecnológicas que devem dominar 2021

Em um ranking enviado com exclusividade à EXAME, a consultoria de gestão global Bain & Company antecipou 10 tendências tecnológicas.

Se em 2020 a tecnologia esteve na ponta da língua das pessoas e foi o foco de muitas empresas que, durante a pandemia do novo coronavírus, buscaram se digitalizar para se tornarem mais competitivas, 2021 não deve ser diferente.

Em um ranking enviado com exclusividade à EXAME, a consultoria de gestão global Bain & Company antecipou 10 tendências tecnológicas que devem dominar o ano de 2021 – entre elas a Inteligência Artificial (AI), que já vem ganhando espaço nos últimos anos e se tornando cada vez mais importante para mercados variados.

1. Limite da Inteligência Artificial

Segundo a Bain & Company, a primeira tendência é a do Edge AI. “Considerada a próxima onda de inteligência artificial,
é uma infraestrutura de rede que possibilita que algoritmos de inteligência artificial sejam executados na extremidade de uma rede, ou seja, mais perto ou até mesmo nos dispositivos que coletam os dados”, explica a companhia em comunicado. De acordo com a consultoria, a aceleração do movimento aconteceu principalmente pelas mudanças repentinas no tráfego de rede que acompanharam os bloqueios da covid-19 e a necessidade de trabalhar em casa.

“Os benefícios desta tendência incluem a preservação da largura de banda e o aumento da eficiência ao processar as informações mais perto dos usuários e dispositivos ao invés de enviar esses dados para processamento em locais centrais na nuvem. Ao incorporar IA localmente, os fabricantes podem reduzir os problemas de latência e acelerar a geração de insights, enquanto diminuem o uso e o custo dos serviços em nuvem”, diz.

Com isso, cai também o custo da conectividade, uma vez que o processamento por parte dos dados localmente reduz a largura da banda e o uso dos dados do celular. “E como a inteligência está sendo executada localmente, as fábricas localizadas em áreas remotas com infraestrutura de comunicação deficiente estão menos sujeitas a perdas de

conectividade que podem impedir a tomada de decisões de missão crítica e urgente.”

2. 5G para quê te quero

A segunda tendência que pode vir com força neste ano é a rede 5G em fábricas. Segundo uma pesquisa da IHS Markit, o Fórum Econômico Mundial espera que a rede móvel de quinta geração alcance uma produção econômica global de 13,2 trilhões de dólares e gere 22,3 milhões de empregos até 2035.

De acordo com a Bain & Company, com a mudança, é esperado que “um grande e rápido avanço na indústria 4.0 e na internet das coisas industrial” aconteça. “Capaz de atender aos requisitos de energia de milhões de conexões para aplicativos de dados intensivos, a previsão é que o 5G impulsione a indústria de manufatura com novos e mais poderosos recursos digitais”, afirma a consultoria.

A Bain & Company explica que o 5G, até 100 vezes mais rápido que o 4G, oferece latência drasticamente reduzida, “o que torna possível compartilhar dados com extrema rapidez, eliminar atrasos de processamento e garantir que os sistemas de fábrica possam reagir em tempo real.”

Outro ponto que irá fortalecer a rede de quinta geração, é a confiabilidade da conectividade do 5G, que “garante uma conexão de rede estável e constante em qualquer lugar e a qualquer momento no chão de fábrica, garantindo a execução contínua e desimpedida de missões críticas de negócios. O 5G poderá até mesmo inaugurar uma era de comunicação entre máquinas.”

3. Crescimento no seguro

Estimativas do mercado de seguro baseado em uso (UBI) projetam que ele chegará até 126 bilhões de dólares até 2027. De acordo com a empresa de consultoria Gartner, o crescimento deve “se conectar com o desenvolvimento da chamada ‘telemática’, que é o uso de dispositivos sem fio e tecnologias de ‘caixa preta’ para transmitir dados em tempo real de volta para uma organização.”

Até 2021, é esperado que existam 3,8 bilhões de usuários de smartphones e a telemática móvel irá levar o UBI um passo adiante, “permitindo que as seguradoras usem sensores e tecnologias de rastreamento incorporadas em smartphones para coletar dados em tempo real e entender melhor os hábitos de direção de seus clientes”. “Em última análise, isso dará às seguradoras a oportunidade de oferecer programas de seguro baseados em comportamento mais competitivos e inovadores, ao mesmo tempo em que promove a segurança do motorista”, diz a Bain.

4. Ainda mais Inteligência Artificial

De acordo com a The Economist Intelligence Unit, bancos e seguradoras devem aumentar seus investimentos em IA em 86% até 2025 – e, para a Bain & Company, as empresas precisam explorar todo o potencial da Inteligência Artificial. “Os funcionários com pouca ou nenhuma formação em ciência da computação precisam ser capazes de usá-la para aumentar seu desempenho operacional”, diz.

É por isso que, segundo a consultoria, plataformas mais simples de IA devem surgir, para permitir que os funcionários criem modelos rapidamente, compreendam e confiem em seus resultados com facilidade, além de tomar decisões com segurança.

5. Cibersegurança

A crise da covid-19, segundo a Interpol, criou uma oportunidade sem precedentes para os golpes na internet aumentarem. Segundo a Fortinet, empresa especializada em cibersegurança, 2020 registrou uma alta no número de ataques cibernéticos em todo o mundo. Só no Brasil foram mais de 3 bilhões de tentativas de ataques virtuais.

É por isso que, para a consultoria, “identificar pontos fracos comuns de segurança de TI e desenvolver maturidade em segurança cibernética é fundamental para construir organizações digitais verdadeiramente resilientes.”

Com o custo alto do absenteísmo para as empresas, que chega a custar bilhões de dólares por ano, o varejo, segundo a consultoria, é particularmente dependente de interações presenciais entre clientes e funcionários da loja, “algo que a covid-19 tornou especialmente desafiador.”

De acordo com a Bain, cerca de 88% dos varejistas globais preferem trabalhar com força de trabalho extra do que correr o risco de ficar com falta de pessoal. Essa abordagem leva a altos custos de mão de obra e lucros menores.

Para a consultoria, o que pode resolver a situação são as tecnologias de gerenciamento de força de trabalho, aumentando substancialmente a agilidade e respondendo aos picos de atividade e absenteísmo dos funcionários o que, segundo a Bain, melhoraria o desempenho operacional e a lucratividade das empresas.

7. Dados de saúde

O mercado de big data na área da saúde deve alcançar quase 70 bilhões de dólares em 2025 – valor quase seis vezes mais alto que em 2016, quando era de 11,5 bilhões de dólares. Impulsionada pela pandemia da covid-19, a rápida aceleração da coleta de dados de saúde oferece ao setor uma oportunidade sem precedentes de alavancar e implantar recursos digitais inovadores, como a IA, para melhorar o tratamento.

“O uso inteligente de dados de saúde tem o potencial de melhorar drasticamente o atendimento ao paciente”, diz a Bain.

8. O novo RH

A área de recursos humanos vem crescendo nos últimos anos e estimativas apontam que, em 2025, os millenials serão responsáveis por 3/4 da força de trabalho global.

Com a entrada de mais pessoas dessa geração no mercado de trabalho, as organizações precisarão trabalhar com um grupo cada vez mais digital, modernizando o recrutamento.

“Usar a tecnologia para desenvolver um processo de contratação inovador pode melhorar o desempenho das equipes de RH e permitir a identificação mais rápida dos candidatos mais promissores, ao mesmo tempo que atende às expectativas de uma nova geração de talentos”, afirma a Bain & Company.

9. Economia circular

A penúltima tendência que deve ganhar força em 2021, é “a mudança de relações transacionais baseadas na venda
de produtos para um modelo de produção e consumo que envolve compartilhamento, aluguel, reutilização e reciclagem de materiais e produtos existentes está ganhando força conforme as preferências dos consumidores e acionistas mudam em direção à sustentabilidade.”

Segundo a Bain & Company, as empresas estão sob pressão crescente para reduzir os recursos naturais consumidos na produção de serviços e produtos – como a Apple, por exemplo, que retirou seus carregadores das caixas de seus dispositivos para “evitar o desperdício no ambiente”.

10. Sem desperdício

Em linha com a economia circular, outra tendência que deve se tornar ainda mais forte neste ano é a queda no desperdício de alimentos. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, mais de 30% dos alimentos do mundo são perdidos ou desperdiçados todos os anos.

Para a Bain, “usar a tecnologia para reduzir o desperdício pode diminuir significativamente os alimentos descartados por varejistas e empresas, aumentar a segurança alimentar e aliviar o sofrimento de centenas de milhões de pessoas que passam fome”. Em 2019, o valor era estimado em aproximadamente 821 milhões de pessoas.

Fonte: EXAME.com

Projeto de lei quer obrigar Apple a aceitar outras lojas de apps no iPhone

Um projeto de lei apresentado pelo Senado da Dakota do Norte, nos EUA, pode forçar a Apple e outras empresas a aceitarem meios alternativos e lojas de apps de terceiros em seus dispositivos.

Introduzida pelo senador republicano Kyle Davidson, a proposta ainda impede que, caso desenvolvedores de apps sigam por essas vias alternativas, a empresa de Cupertino, o Google e outras companhias façam qualquer retaliação contra eles.

“O propósito desse projeto é nivelar o campo competitivo para desenvolvedores de aplicativos no estado da Dakota do Norte e proteger os consumidores de taxas devastadoras, impositivas e monopolistas de grandes empresas de tecnologia”, disse Davidson durante uma audiência na Câmara local, onde apresentou a “Senate Bill 2333”, o nome técnico do projeto.

Davidson ainda afirmou que a taxa de 30% em cima do faturamento de aplicativos – cobrada por Apple e Google – resulta no aumento do preço de ofertas digitais e, consequentemente, “limita o poder de escolha dos consumidores”.

Projeto de lei pode alterar forma como Apple e Google oferecem apps em suas lojas virtuais nos EUA. Imagem: Bloomicon/Shutterstock

Pontos do projeto

O projeto de lei toca em três pontos essenciais, proibindo as práticas sugeridas por ele. O primeiro é o de impedir que desenvolvedores utilizem outros marketplaces digitais, efetivamente “trancando-os” em uma loja exclusiva, com parâmetros específicos.

O segundo – e provavelmente o mais evidente – ponto refere-se ao método de pagamento, proibindo que uma empresa obrigue o desenvolvedor a utilizar um modelo exclusivo, sem abrir-se para outros. Finalmente, o projeto barra a retaliação da empresa – em qualquer expressão – contra desenvolvedores que escolherem formatos alternativos.

Diante desse projeto, a Apple, por exemplo, não poderia impedir que o usuário possa baixar um app para o seu iPhone por outra loja que não a própria App Store, além de impedir que ela deliberadamente ataque o desenvolvedor por possibilitar essa oferta.

O segundo ponto da proposta também merece destaque. Ele cita os modelos de pagamento aceitos pela Apple, e remete à briga entre a Apple e a Epic Games. O caso teve início em agosto de 2020 e rendeu o banimento do jogo “Fortnite” da loja do iOS. Na ocasião, a Epic Games adotou um método próprio de processamento de pagamentos dentro do jogo, contornando a taxa de 30% cobrada pela Apple.
Se o projeto proposto pelo senado norte-americano passar, brigas judiciais como a que envolve a Epic Games e a Apple serão coisa do passado.
Hoje, essa prática é proibida pela empresa de Cupertino. Dentro do projeto proposto pelo senador Davidson, a Epic poderia fazer o que fez sem nenhum medo de retaliação. Esse é um ponto importante, já que várias empresas já vieram a público no passado para criticar o modelo de negócios da Apple, argumentando justamente o que diz o projeto de lei: de que a taxa sobre o faturamento dos apps gera um acréscimo em seu preço final, cobrado diretamente do bolso do consumidor.

Na prática, caso aprovado, o projeto de lei serviria apenas para a App Store e Play Store dentro dos limites do estado da Dakota do Norte. Entretanto, se algo assim passar adiante, poderia abrir um precedente que a Apple pode não gostar – mas a maioria dos desenvolvedores pode adorar.

Veja o top de 10 startups no Brasil

Ranking elaborado pela rede social LinkedIn teve uma metodologia diferente neste ano por conta da pandemia

A lista LinkedIn Top Startups 2020 teve um dos ranking mais heterogênios desde o seu lançamento em 2017, afirma a própria rede social. Fintech, logística, saúde e gestão de imóveis estão entre os serviços prestados por empresas que, especialmente neste ano, têm na resiliência e superação da crise causada pelo coronavírus o seu elo em comum.

Não à toa, a pandemia afetou também a metodologia da escolha do ranking. A análise das empresas teve um recorte de tempo, ao invés de um ano, elas foram analisadas de janeiro a julho de 2020. Para serem elegíveis, devem ser independentes e privadas, ter 50 ou mais empregados no país, ter sete anos ou menos e estar sediada no Brasil. Para garantir a inclusão de empresas com forte potencial de crescimento, as startups que dispensaram 20% ou mais de sua força de trabalho dentro do prazo da metodologia também são inelegíveis.

"A lista 2020 reflete o estado atual da economia e do mundo, apresentando startups emergentes e resilientes e como elas estão operando neste universo em constante mudança", destaca Rafael Kato, editor-chefe do LinkedIn para a América Latina. O ranking das LinkedIn Top Startups é produzido pela equipe do LinkedIn Notícias usando uma combinação de dados da plataforma e análise editorial.

Veja as Top 10 Startups do Brasil, segundo o LinkedIn

  1. Menu - e-commerce B2B que conecta distribuidores e indústrias com estabelecimentos comerciais
  2. Loft - adquire e reforma imóveis para venda
  3. Consiga Mais - apoio aos clientes na organização das finanças
  4. Neon - Fintech
  5. Loggi - serviços de logística
  6. Yuca - adquire e reforma imóveis para locação
  7. Xerpa - soluções para automatizar gestão de recursos dos trabalhadores
  8. Conexa Saúde - plataforma de telemedicina
  9. Buser Brasil - aplicativo de transporte colaborativo
  10. Zenklub - plataforma de saúde emocional

Fonte: Administradores.com

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