Tecnologia do aplicativo Coronavírus SUS será compartilhada com outros países

Argentina, Equador e Panamá foram os primeiros a solicitar e receber o código do aplicativo do Governo Federal

Publicado em 13/03/2020 13h41 Atualizado em 16/03/2020 11h21

Aplicativo está disponível de graça na loja virtual do Governo Federal, nas plataformas App Store e Play Store

O Governo Federal liberou o código do aplicativo Coronavírus SUS, desenvolvido pelo Ministério da Saúde e disponível gratuitamente na loja virtual do governo, na Apple Store e na Play Store. Com isso, outros países podem adotar a tecnologia e oferecer as informações para seus usuários, adaptando a língua e geolocalização.

Países como Argentina, Equador e Panamá já entraram em contato com o governo brasileiro e receberam o código do aplicativo. O app será liberado para outras nações que fizerem o pedido também.

De acordo com o secretário de Governo Digital, Luís Felipe Monteiro, os avanços na transformação digital do governo brasileiro potencializam não só a melhoria dos serviços públicos, mas também servem de referência para iniciativas de governos ao redor do mundo. “É motivo de orgulho podermos ajudar a população mundial a prevenir situações de crise, como a do coronavírus”, complementa.

Segundo o diretor do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), Jacson Barros, o aplicativo foi desenvolvido em apenas dois dias, usando a base tecnológica de um app que estava em desuso, o que facilitou o processo de atualização. “Estamos adaptando a aplicação para que possa ser utilizada em qualquer momento de crise. Hoje, é coronavírus. Amanhã, pode ser tuberculose, influenza, etc. Já estamos na fase de desenvolvimento”, afirma Jacson Barros.

Conscientização

O aplicativo Coronavírus SUS foi lançado em 28 de fevereiro para conscientizar a população sobre o coronavírus. Acessando o app, o cidadão vai saber como se prevenir e o que fazer em caso de suspeita e infecção. Também pode conferir se os sintomas que está sentindo são compatíveis com o da doença. A ferramenta, que conta com serviço de geolocalização, indica unidades de saúde próximas ao usuário.

Segundo a brasiliense professora de matemática, Gabriela Parreira, que baixou recentemente o aplicativo sobre o coronavírus, a ferramenta é importante também por tratar sobre fake news, que acabam prejudicando o conhecimento da população. "É bom que todos tenham acesso às informações corretas e de forma clara, explicou.

Com informações do Ministério da Economia

Tecnologia que sequenciou coronavírus no Brasil permite monitorar epidemia

Monitoramento permite identificar as regiões do genoma viral que menos sofrem mutações, algo essencial para o desenvolvimento de vacinas

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28/02) no site Virological.org, um fórum de discussão e compartilhamento de dados entre virologistas, epidemiologistas e especialistas em saúde pública. Além de ajudar a entender como o vírus está se dispersando pelo mundo, esse tipo de informação é útil para o desenvolvimento de vacinas e testes diagnósticos.

“Ao sequenciar o genoma do vírus, ficamos mais perto de saber a origem da epidemia. Os casos confirmados no Brasil veio da Itália, contudo, os italianos ainda não sabem a origem do surto na região da Lombardia, pois ainda não fizeram o sequenciamento de suas amostras. Não têm ideia de quem é o paciente zero e não sabem se ele veio diretamente da China ou passou por outro país antes”, disse Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da USP.

De acordo com Sabino, a sequência brasileira é muito semelhante à de amostras sequenciadas na Alemanha no dia 28 de janeiro e apresenta diferenças em relação ao genoma observado em Wuhan, epicentro da epidemia na China. “Esse é um vírus que sofre poucas mutações, em média uma por mês. Por esse motivo não adianta sequenciar trecho pequenos do genoma. Para entender como está ocorrendo a disseminação e como o vírus está evoluindo é preciso mapear o genoma completo”, explicou.

Vigilância epidemiológica

Ao lado de Nuno Faria, da Universidade de Oxford, Sabino coordena o Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE). O projeto, apoiado por FAPESP, Medical Research Council e Fundo Newton (os dois últimos do Reino Unido), tem como objetivo estudar em tempo real epidemias de arboviroses, como dengue e zika.

“Por meio desse projeto foi criado uma rede de pesquisadores dedicada a responder e analisar dados de epidemias em tempo real. A proposta é realmente ajudar os serviços de saúde e não apenas publicar as informações meses depois que o problema ocorreu”, disse Sabino à Agência FAPESP.

Segundo a pesquisadora, assim que o primeiro surto de COVID-19 foi confirmado na China, em janeiro, a equipe do projeto se mobilizou para obter os recursos necessários para sequenciar o vírus assim que ele chegasse no Brasil.

“Começamos a trabalhar em parceria com a equipe do Instituto Adolfo Lutz e a treinar pesquisadores para usar uma tecnologia de sequenciamento conhecida como MinION, que é portátil e barata. Usamos essa metodologia para monitorar a evolução do vírus zika nas Américas, mas, nesse caso, só conseguimos traçar a origem do vírus e a rota de disseminação um ano após o término da epidemia. Desta vez, a equipe entrou em ação assim que o primeiro caso foi confirmado”, contou Sabino (leia mais em: agencia.fapesp.br/25356/).

Quebra de barreiras

O primeiro caso de COVID-19 no Brasil (BR1) teve diagnóstico molecular confirmado no dia 26 de fevereiro pela equipe do Adolfo Lutz. Trata-se de um paciente infectado na Itália, possivelmente entre os dias 9 e 21 deste mês. O sequenciamento do genoma viral foi conduzido por uma equipe coordenada por Claudio Tavares Sacchi, responsável pelo Laboratório Estratégico do Instituto Adolfo Lutz (LEIAL), e Jaqueline Goes de Jesus, pós-doutoranda na Faculdade de Medicina da USP e bolsista da FAPESP.

“Já estávamos prevendo a chegada do vírus no Estado de São Paulo e, assim que tivemos a confirmação, acionei os parceiros do Instituto de Medicina Tropical da USP. Já estávamos trabalhando juntos há alguns meses no uso da tecnologia MinION para monitoramento da dengue”, contou Saccchi à Agência FAPESP.

“Conseguimos quebrar algumas barreiras com esse trabalho. A universidade treinou equipes e transferiu tecnologia para que o sequenciamento pudesse ser feito no lugar certo, que é o centro responsável pela vigilância epidemiológica. É assim que tem de ser”, disse Sabino.

Além do Lutz e da USP, participam do Projeto CADDE integrantes da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), ambos ligados à Secretaria de Estado da Saúde.

Plano de contenção

O infectologista e professor da FM-USP Esper Kallás tem auxiliado a Secretaria de Estado da Saúde, desde meados de janeiro, a elaborar a estratégia de atendimento de pacientes eventualmente infectados pelo SARS-CoV-2. O Instituto de Infectologia Emilio Ribas e o Hospital das Clínicas da USP foram escolhidos como instituições de referência para atender os casos graves no Estado.

“O HC segue um protocolo para contenção de catástrofe chamado HICS [sistema de comando de incidentes hospitalares, na sigla em inglês], que já foi acionado no atendimento a vítimas do massacre escolar em Suzano [ataque que deixou dez mortos em 2019] e durante a epidemia de febre amarela de 2018. Agora, sabendo que possivelmente há uma epidemia de coronavírus a caminho, já estabelecemos todos os fluxos de atendimento”, contou.

Ainda segundo Kallás, foi criado um grupo de trabalho para discutir protocolos de estudos clínicos que serão feitos com os pacientes diagnosticados e atendidos na rede pública estadual.

“Esse planejamento estratégico e a rápida publicação do genoma viral são indicadores da capacidade que o Estado de São Paulo tem de responder com ciência de alta qualidade e de contribuir para o entendimento das ameaças à saúde da população”, afirmou.

Fonte: Exame.com

WhatsApp: Modo Escuro finalmente chega para todos

Tão mítico quanto o Curupira, o Modo Escuro do WhatsApp finalmente saiu da dimensão das lendas da internet para se fazer presente na vida dos seus bilhões de usuários ao redor do mundo nesta terça-feira (03).

O mensageiro já vinha testando a interface alternativa no Android e no iOS com grupos seletos de usuários, e agora começou a liberar gradualmente sua primeira versão estável com o modo escuro para todos.

É importante notar que essa atualização está em processo de distribuição, e pode ser que você ainda não tenha a recebido ou mesmo a tenha disponível para baixar na Play Store ou App Store.

whatsapp
Imagens oficiais da nova interface do mensageiro (Reprodução/WhatsApp)

Seja como for, o design da nova interface escura é exatamente aquele que já vimos nos testes do recurso nas versões beta do app. Em seu blog oficial, o WhatsApp destaca que essa mudança foi pensada para reduzir o cansaço visual do usuário que interage com seu smartphone por muito tempo.

Em um vídeo promocional feito especialmente para o Modo Escuro, o WhatsApp mostra pessoas usando o novo celular em quartos escuros, destacando a vantagem que a nova interface traz.

Como ativar o Modo Escuro no WhatsApp

Os usuários do Android 10 e iOS 13 podem ativar o modo escuro diretamente nas configurações de seus aparelhos. No Android 9 ou versões anteriores do Robô, é preciso abrir as “Configurações” do próprio WhatsApp, tocando em “Conversas” e, em seguida, selecionando “Tema”. O Modo Escuro estará disponível em seguida.

Em outra oportunidade, nós ainda ensinamos você como usar o Modo Escuro no WhatsApp mesmo que seu celular ainda não tenha recebido a nova atualização.

E aí? Gostou do modo escuro ou você ainda não conseguiu baixar a novidade? Conta pra gente na seção de comentários.

Fonte: Tecmundo

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