Amazon Logística

Amazon entra de vez no Brasil: entrega rápida pode ocorrer em dois dias

Clientes que gastarem mais de R$ 149 terão frete grátis.

Por Thássius Veloso — de São Paulo

Amazon Logística

A gigante do comércio eletrônico Amazon chega com tudo ao território nacional

A empresa anuncia o início das operações de um novo centro de distribuição em Cajamar, no Estado de São Paulo. Ao todo, 120 mil novos itens passam a fazer parte do estoque da empresa, que vai vender diretamente para o consumidor final. Entre as novidades da operação, a possibilidade de entrega rápida em até dois dias, caso o cliente cumpra alguns requisitos.

O anúncio foi feito pelo gerente regional Alex Szapiro.

Até agora, a Amazon realizava vendas principalmente no modelo de market place – ou seja, outras lojas ofertavam seus produtos dentro do site e nos aplicativos da empresa. Com a mudança, a companhia passa a oferecer 15 categorias de produtos. Dentre os novos setores estão: brinquedos, produtos para bebês, beleza e cuidados pessoais. Os usuários perceberão novas verticais dedicadas a estas temáticas diretamente no menu de navegação da Amazon brasileira.

O reforço na atuação nacional tem a ver com o novo centro de logística. Ele se soma a outro em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, onde atualmente ficam alguns aparelhos – dentre eles o Kindle. Szapiro estima que os 42 mil metros quadrados equivalem a dez estádios de futebol. Lá vão atuar alguns dos 1,4 mil funcionários diretos e indiretos da companhia no país.

A despeito de um centro novinho, construído especialmente para a empresa – que não revela o investimento nem o tempo dedicado ao projeto –, não há robotização do espaço. São humanos que realizam toda a movimentação de estoque. “O ser humano é muito mais eficiente para escolher as prateleiras e colocar os produtos”, explica Szapiro num bate-papo com o TechTudo. Ele ressalta que apenas 26 dos 175 centros de logística espalhados pelo mundo adotam modernos robôs para a realização de tarefas.

Os consumidores contam, a partir de agora, com diversas opções de entrega.

O funcionamento é similar ao do e-commerce nos Estados Unidos: para cada compra, a Amazon oferece diversos preços e prazos (inclusive com serviço dos Correios). O delivery rápido figura entre as modalidades. Neste primeiro momento, está disponível para itens selecionados e a consumidores das regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba.

Outra mudança diz respeito ao custo da entrega: a empresa promete frete grátis para compras que ultrapassem os R$ 149. Não se sabe se a condição é promocional ou permanecerá como característica da Amazon brasileira.

A loja liderada por Jeff Bezos aceita pagamento em até dez vezes no cartão de crédito (sem juros) ou por boleto bancário. Atuando no conglomerado há sete anos, Szapiro revela as muitas prestações foram identificadas como uma particularidade do público brasileiro. Foi necessário desenvolver por aqui uma tecnologia que possibilitasse cobrar as parcelas. A possibilidade chamou a atenção de executivos do exterior, que optaram por repetir a fórmula em outros países.

O ingresso na venda direta ao consumidor não muda a forma como a Amazon lida com o chamado market place. Szapiro diz que o sistema não privilegia o estoque da própria Amazon e pode exibir parceiros, uma vez que o local de acesso também é considerado, e há situações em que lojas geograficamente mais próximas consigam entregar uma experiência de compra melhor.

Ele cita três pilares para defender o algoritmo “neutro”:

“Tem coisas que são universais. Ninguém quer pagar mais caro, receber mais devagar ou não encontrar o produto que está buscando”.

Amazon Prime brasileiro? Lojas em que os clientes não precisam passar por caixas? Entregas com drones? São alguns dos assuntos que a empresa não comenta. No entanto, faz questão de salientar que pensa estrategicamente, de olho nos próximos 50 ou 60 anos.

Fonte: Techtudo

Inteligência Artificial

Inteligência artificial mostra como vai ser a sua aparência daqui a 20 anos

Existem diversos programas e aplicativos capazes de mostrar para seus usuários como eles vão parecer fisicamente depois de mais velhos.

Inteligência Artificial

Eles usam filtros e modelos de realidade aumentada, detectam os elementos do seu rosto e criam uma face envelhecida meio padrão, que vai ficar mais ou menos igual em qualquer pessoa que usara ferramenta.

O novo aplicativo da Olay utiliza inteligência artificial, que analisa o estado da sua pele para prever como seu rosto envelhecerá nas próximas décadas, tudo de maneira única e personalizada. Ele funciona detectando áreas de descoloração ou danos na pele e os compara com um banco de mais de 1 mil imagens para determinar como uma pessoa de sua idade e etnia deveria envelhecer naturalmente nos próximos 20 anos.

“Assim que a ferramenta for lançada em outros lugares além da China, vai ser possível visualizar não apenas como a nossa aparência vai estar daqui 20 anos, mas também como era 20 anos atrás”

O app “Future You Simulation”, que já está funcionando na China e em breve deve pintar nos Estados Unidos, é, na realidade, uma campanha publicitária para a marca de cosméticos Olay, que além de mostrar a você como sua pele pode envelhecer em 20 anos, vai sugerir tratamentos específicos para cada área do seu rosto.

De olho no futuro

Até o momento, para nós aqui no Brasil, a Olay disponibilizou em seu site oficial uma ferramenta que usa essa mesma inteligência artificial para adivinhar sua idade de acordo com a aparência de sua pele. É claro, se você estiver muito bem cuidado ou muito maltratado, o programa vai errar quantos anos você tem, mas vai indicar uma linha de produtos adequada para melhorar as coisas.

Assim que a ferramenta for lançada em outros lugares além da China, vai ser possível visualizar não apenas como a nossa aparência vai estar daqui 20 anos, mas também como era 20 anos atrás, bastando arrastar um botão para a direita ou para a esquerda. Pode se tratar apenas de uma jogada de marketing para vender cosméticos, mas ainda assim não deixa de ser interessante ver como uma inteligência artificial vai mostrar a nossa aparência daqui a tanto tempo.

Fonte: Tecmundo

cibersegurança

6 tendências para a cibersegurança em 2019

A partir de 2019, as empresas precisarão definir investimentos para estar em compliance com a LGPD

Marcel Mathias, Administradores.com, 29 de dezembro de 2018, às 9h00

cibersegurança

O ano de 2018 registrou inúmeros casos de vazamento de dados que resultaram em prejuízos financeiros e desgastes para a reputação de grandes empresas. Incidentes como esses representam um dos grandes desafios de segurança dos próximos anos.

A partir de 2019, as empresas precisarão definir investimentos para estar em compliance com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), protegendo clientes de forma adequada, prevenindo o vazamento de dados e evitando severas penalidades.

Claro que as empresas passarão a se preocupar mais com a proteção de dados por conta do reforço da lei, mas essa é uma mudança positiva para o mercado, pois nos últimos anos vimos inúmeros incidentes ocorrerem por falta de adoção de medidas de segurança da informação, seja em relação a tecnologia basilar, seja em relação a gestão eficaz.

Observando os principais incidentes de segurança que ocorreram 2018, seis tendências deverão guiar a segurança da informação em 2019.

1. Privacidade com transparência

A LGPD determina a adoção de medidas técnicas de segurança, mas não define quais. E para definir medidas adequadas, as empresas precisão aumentar a visibilidade sobre o seu ambiente de TI. As ferramentas de proteção ativa contra ameaças (detecção) serão importantes, mas também as de gestão de vulnerabilidades (prevenção) e registro de atividades (auditoria). Além da proteção, para estar em conformidade as organizações também deverão estar preparadas para reportar aos órgãos competentes eventuais incidentes e ataques. Esse estágio também demanda tecnologia integrada a todas as ferramentas e garante não apenas a conformidade com a lei, como mais transparência.

2. Menos complexidade na gestão de cibersegurança

As empresas devem estar preparadas para ameaças cada vez mais avançadas, mas precisam de soluções que simplifiquem suas análises, tornando a tomada de decisão mais ágil. Os próximos anos serão decisivos para posicionar a segurança da informação como fator estratégico para as empresas. Para investir mais em cibersegurança, o mercado demandará soluções mais integradas, que diminuam a complexidade da gestão de segurança e overhead financeiro e técnico.

3. Segurança no escopo

As companhias devem adotar segurança desde o escopo de desenvolvimento (security by design) de qualquer produto ou serviço. A internet das Coisas (IoT), a computação em nuvem e as soluções para mobilidade avançam ano a ano e será preciso oferecer uma experiência mais segura para os usuários.

4. Máquinas inteligentes

Outra tendência crescente é o uso de machine learning. Porém esta é uma faca de dois gumes. Por um lado, a indústria está evoluindo e empregando técnicas baseadas em aprendizado de máquina para detectar ameaças e ataques. Por outro, esse mesmo aprendizado pode ser aplicado pelos criminosos, para desenhar e customizar suas técnicas. Ou seja, como é utilizada para garantir a segurança das informações, a tecnologia também será aplicada para desenvolver ataques cada vez mais sofisticados.

5. A onda de sequestros continua

Ransomware continuará a preocupar nos próximos anos, porém inaugurando uma nova era de ataques mais direcionados. Com a perspectiva maior de retorno financeiro, os alvos serão principalmente as pessoas jurídicas e os ataques mais customizados.

Contudo, a onda de sequestros abrangentes não perderá força. A principal ameaça será o Cryptojacking, um golpe baseado na exploração de dispositivos (mobile e desktop) para minerar criptomoedas. A diferença desta técnica é que não interessa ao atacante bloquear as funções do dispositivo, como no caso do ransomware. Ao contrário, interessa a exploração anônima de um dispositivo em pleno funcionamento, para minerar por mais tempo.

Em ambos os casos, haverá uma grande demanda de uso de serviços de Threat Intelligence, monitorando atividades na Deep Web, onde há uma rede de troca de informações e venda de aplicações maliciosas para promover estes tipos de ataque.

6. Atenção às técnicas básicas

Embora não sejam novidades, ataques distribuídos (DDoS), ataques baseados em força bruta e, principalmente, as técnicas a serviço da engenharia social, que focam na camada humana, continuarão crescendo. A evolução dos formatos de phishing e fraudes cibernéticas é um grande ponto de atenção e demanda que as empresas sejam diligentes na gestão de segurança e incentivem os seus usuários a conhecer mais sobre cibersegurança. O aperfeiçoamento na engenharia social é constante, pois funciona como uma primeira etapa para diversos tipos de golpes, explorando a camada mais suscetível a falhas, que é o usuário.

Marcel Mathias – Diretor de P&D da BLOCKBIT, empresa global de produtos de cibersegurança.

Fonte: Administradores.com

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