Tela inquebrável

Samsung diz ter criado tela flexível e inquebrável para celulares

Novidade é que a tela não precisa ser protegida por uma camada de vidro, mas sim de plástico, que promete deixar o painel flexível resistente a impactos.

Por Estadão Conteúdo | 9 ago 2018, 16h11

Tela inquebrável
Nos testes, o painel de OLED foi jogado 26 vezes seguidas no chão, a uma altura de 1,2 metro (Samsung/Flickr/Divulgação)

A Samsung anunciou que foi capaz de criar uma nova tela de OLED que é ao mesmo tempo flexível e inquebrável.
A novidade dessa tela é que ela não precisa ser protegida por uma camada de vidro, como acontece nos projetos de painéis flexíveis que existem hoje.

A tela da Samsung é envolvida por um “substrato inquebrável” – uma camada de segurança feita de plástico, que promete deixar o painel flexível mais resistente a impactos.”A camada de plástico é especialmente adequada para dispositivos eletrônicos portáteis, não só por ser inquebrável, mas também por sua leveza, transmissividade e dureza, que são muito parecidos com vidro”, disse Hojung Kim, porta-voz da Samsung, em nota.

A Samsung afirmou também que não pretende restringir a aplicação dessa tela a smartphones – a empresa quer usá-la em outros dispositivos, como telas de carros e videogames portáteis.O novo recurso foi testado por uma empresa que faz certificação de segurança de produtos nos Estados Unidos. Nos testes, o painel flexível foi jogado 26 vezes seguidas no chão, a uma altura de 1,2 metro. A tela resistiu às situações e provou ser resistente. Rumores apontam que a nova tecnologia deve ser usada em breve em um smartphone dobrável da Samsung.

Fonte: Exame.com

 

WhatsApp agora pode fazer backup sem gastar seu Google Drive

O WhatsApp tem mais de 1,5 bilhão de usuários ativos e chega a ter mais de 60 bilhões de mensagens por dia, de acordo com os próprios números da companhia em fevereiro.

Todo mundo sabe que armazenar todos os anexos das conversas pode encher o armazenamento interno e até externo. A boa notícia é que o Google Drive pode arquivar tudo isso sem gastar sua cota a partir de agora.

Os backups já eram gratuitos, mas os dados salvos no Google Drive entravam na conta do total de armazenamento disponível. A diferença é que o Facebook e o Google assinaram um acordo que torna os arquivos do WhatsApp na nuvem do Google totalmente gratuito — sem muitos detalhes sobre o tamanho do espaço.

E o comunicado extra-oficial veio por meio de um email, flagrado pelo XDA-Developers:

Mas para estar nesse novo plano é necessário estar ativo, atualizar seus backups pelo menos uma vez por ano. A nova política entra em vigor no dia 12 de novembro e alguns usuários já devem estar testando isso antes. E fica a dica da própria equipe do Google Drive, que aconselha os usuários a fazer o backup manual para evitar a perda de dados.

Fonte: Tecmundo

Profissionais de tecnologia

Qual a idade dos empresários bem-sucedidos no setor de tecnologia?

Um novo e decisivo estudo dissipa o mito dos prodígios do Vale do Silício

Por Kellogg School of Management | 1 ago 2018, 16h58 - Publicado em 1 ago 2018, 16h52

Profissionais de tecnologia
Empresários: empreendedores mais jovens também podem ter melhor noção de como a tecnologia pode atender às demandas dos consumidores (jacoblund/Thinkstock)

Os profissionais de tecnologia do Vale do Silício não medem esforços para parecer jovens—de cirurgias plásticas e transplantes de cabelo até passar de fininho nos estacionamentos das empresas de tecnologia da hora para ver como os profissionais jovens e promissores se vestem, de acordo com um artigo publicado há alguns anos pela New Republic.

Embora isso possa parecer extremo, há mesmo uma tendência entre muitas pessoas no setor de tecnologia que favorece os jovens. Basta ver a declaração de Mark Zuckerberg dizendo que “os jovens são mais inteligentes sim” ou as bolsas de estudo no valor de US$ 100.000 que o cofundador do PayPal, Peter Thiel, distribui todos os anos para empreendedores brilhantes, contanto que tenham menos de 23 anos de idade.

“Há essa ideia de que os jovens têm mais probabilidade de terem ideias mais valiosas”, diz Benjamin Jones, professor titular de estratégia da Kellogg School.

Mas esta noção está correta?

“Se analisarmos a idade e as grandes realizações nas ciências em geral, o auge não se enquadra na faixa dos vinte anos”, diz ele. “Está mais para a meia idade”. Mesmo os vencedores do Prêmio Nobel desenvolvem seus sucessos revolucionários com uma idade cada vez maior, descobriu Jones em pesquisas anteriores. Serão as startups do Vale do Silício a exceção?

Em um novo estudo, Jones, juntamente com Javier Miranda, do U.S. Census Bureau, e Pierre Azoulay e J. Daniel Kim, do MIT, usam um conjunto de dados ampliado para tratar desse tema. Os pesquisadores acreditam que, ao contrário do pensamento popular, os melhores empreendedores tendem a ser os de meia idade. Entre as novas empresas de tecnologia de crescimento mais rápido, o fundador médio tinha 45 anos na época começou seu negócio. Além disso, um empreendedor de 50 anos de idade tem quase o dobro da probabilidade de ter um enorme sucesso do que um de 30 anos.

Essas descobertas têm sérias implicações, não apenas para aspirantes a empreendedores, que podem estar superestimando ou subestimando suas chances de sucesso com base na idade que têm, mas para a sociedade em geral. Afinal de contas, se os investidores de capital de risco relutam em apostar em empreendedores mais velhos, muitas startups de sucesso podem nunca sair do papel.

“Se não alocarmos recursos para as pessoas certas no empreendedorismo, podemos estar perdendo em termos de avanços que impulsionam a prosperidade socioeconômica”, diz Jones. “É realmente uma questão de alto risco”.

Empreendedores mais velhos em comparação com os mais jovens

Em tese, diz Jones, há vários bons motivos para se pensar que os jovens são empreendedores melhores, especialmente em tecnologia.

“Uma ideia é que os jovens são especialmente propensos a terem ideias transformadoras não atadas ao paradigma atual”, explica ele. “Quando pensamos em Mark Zuckerberg dizendo ‘se mexa rápido e desmonte tudo’, o mantra inicial do Facebook, há muito dessa ênfase na transformação e ruptura”.

Como nativos digitais, os empreendedores mais jovens também podem ter melhor noção de como a tecnologia pode atender às demandas dos consumidores. Além disso, as pessoas na casa dos vinte anos têm menos probabilidade de ter dívidas ou famílias que as distraem de seus objetivos profissionais.

“Elas podem se dedicar em tempo integral, por horas intermináveis, de uma forma que as pessoas mais velhas talvez tenham dificuldade, devido a outras responsabilidades”, diz Jones.

Mas o contrário é tão convincente quanto a outra tese: As pessoas mais velhas tiveram décadas para construir o negócio, têm liderança e o traquejo para solução de problemas que ajudam uma startup a ter sucesso. E, embora possam estar menos acostumadas com determinadas tendências de consumo, especialmente sobre os hábitos dos jovens, podem saber um pouco mais sobre outras oportunidades de negócios.

“A experiência pode acarretar uma grande visão sobre mercados e tecnologias específicas, além de habilidades para administrar tudo em uma empresa”, argumenta Jones.

Assim, qual narrativa está correta? “Eu queria explorar essa questão há muito tempo, mas não tinha os dados”, diz Jones.

Embora os pesquisadores pudessem medir o sucesso das novas empresas em larga escala, eles não conseguiam identificar seus fundadores. Isso mudou no ano passado, quando as informações sobre os proprietários de empresas foram disponibilizadas para os pesquisadores que trabalhavam em projetos internos do Census.

Combinando dados de declaração de impostos, informações do Census dos EUA e outros conjuntos de dados do governo federal, os pesquisadores conseguiram compilar uma lista de 2,7 milhões de fundadores de empresas que entre 2007 e 2014 contrataram pelo menos um funcionário.

Estudos anteriores de empreendedorismo tiveram que contar com amostras de fundadores relativamente pequenas. “Mas a beleza dos dados administrativos é que não são só uma amostra”, diz Jones. “É o universo real de dados”.

“Quanto mais experiência tiver, melhores serão suas chances”

Entre os 2,7 milhões de fundadores em seu conjunto de dados, a idade média do fundador de uma empresa na época da fundação era de 41,9 anos.

No entanto, essa análise incluiu todos os tipos de empresas, desde empresas de tecnologia até salões de beleza e restaurantes. Os pesquisadores estavam interessados principalmente em novos empreendimentos de alto crescimento, do tipo que têm a capacidade de transformar a economia, e entender se a mitologia do Vale do Silício era verdadeira. Por isso, limitaram seu conjunto de dados em apenas empresas de tecnologia e restringiram ainda mais para os 0,1% de maior crescimento. Em outras palavras, uma em cada 1.000 empresas que presenciou maior crescimento em suas vendas ou número de funcionários nos primeiros cinco anos.

Entre este subconjunto exclusivo, a idade média dos fundadores era de 45,0 anos. “Isso me surpreendeu”, diz Jones. “A idade é ainda maior do que eu pensava”.

Como uma medida alternativa de sucesso, os pesquisadores também analisaram empresas que haviam “saído” do mercado com sucesso, tanto as adquiridas por outras empresas quanto as que abriram capital com ofertas públicas de ações. O fundador médio desse grupo era ainda mais velho, com 46,7 anos.

Embora esses resultados indiquem claramente que os fundadores de meia idade dominam as empresas de maior crescimento, também é verdade que os indivíduos de quarenta e poucos anos têm muito mais probabilidade de tentar abrir uma nova empresa do que os de vinte e poucos anos.

“As pessoas na faixa dos 40 anos são menos inibidas para tentar entrar no mercado”, diz Jones.

Para testar ainda mais seus resultados, os pesquisadores fizeram outro cálculo olhando para a probabilidade de sucesso entre aqueles que fundaram empresas. Os estudiosos determinaram o que chamam de “médias de rebatidas”, ou a probabilidade de fundadores de diferentes idades figurarem no percentil superior de 0,1.

Os dados revelaram que um fundador de 50 anos tem uma probabilidade 1,8 vez maior de abrir uma grande empresa do que um fundador de 30 anos, e que um fundador de 20 anos tem a pior das probabilidades.

“Quanto mais experiência tiver, melhores serão suas probabilidade de ter êxito”, diz Jones.

Por que os empreendedores melhoram com a idade?

Os resultados sugerem outra grande questão: O que faz com que os fundadores de meia idade atinjam um índice maior de sucesso? Seriam suas habilidades mais fortes de liderança? Mais recursos financeiros? Uma rede mais robusta de clientes e fornecedores? Ou algo completamente diferente?

Embora o artigo não tente identificar todos os mecanismos por trás do sucesso, oferece uma percepção esclarecedora: os fundadores com três ou mais anos de experiência no mesmo setor de suas startups têm duas vezes mais chances de ter uma empresa com o crescimento mais rápido entre 1.000 empresas.

“Os fatos se opõem fortemente à ideia de que esta pessoa viria de outro setor”, diz Jones.

Ele espera explorar essa questão com mais profundidade em pesquisas futuras.

Jones também quer investigar um enigma que o artigo apresenta: apesar de as pessoas mais velhas construírem empresas mais fortes, os investidores de capital de risco investem desproporcionalmente em empresas com fundadores mais jovens.

Talvez isso aconteça porque os jovens tendem a ter menos recursos financeiros, de modo que os investidores de capital de risco os direcionam intencionalmente, sabendo que provavelmente terão uma fatia maior na empresa. Ou pode ser uma prova de que os investidores de capital de risco acreditam na crença errônea de que os jovens são melhores empreendedores.

“Pode ser algo racional para os investidores de capital de risco, ou pode ser que estejam tremendamente enganados”, diz Jones.

Ele suspeita que o mito do “jovem fundador” levou os jovens a assumirem riscos imprudentes no passado e impediu que as pessoas mais velhas se agilizassem para implementar suas ideias. Espera que o estudo dê um passo no sentido de dissipar esse mito.

“No nível individual, deve-se perguntar se deseja ser um fundador agora, neste momento da sua vida’”, diz ele sobre as pessoas decidirem se devem ou não escolher o caminho do empreendedorismo. “Acho que essa pode ser uma informação muito útil para as pessoas que ponderam essa decisão”.

Texto originalmente publicado no site da Kellogg School of Management.

Fonte: EXAME.com

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