Fake News nas Eleições

Google e Facebook adotam medidas contra fake news nas eleições brasileiras

No início da semana, o Engadget divulgou que o Facebook tirou do ar mais de 10 mil contas e páginas falsas no México e outros países latinos.

Fake News nas Eleições
(Foto: Olhar Digital / Wikimedia)

Desde as alegações de que as notícias falsas compartilhadas em redes sociais influenciaram as eleições presidenciais dos Estados Unidos, em 2016, as empresas de tecnologia vêm trabalhando em soluções de combate às fake news. Agora, a preocupação é com as eleições presidenciais brasileiras e em outros países da América Latina.

No início da semana, o Engadget divulgou que o Facebook tirou do ar mais de 10 mil contas e páginas falsas no México e outros países latinos. A justificativa é de que as páginas violavam os padrões de comunidade da rede social e quebravam as “políticas sobre danos coordenados e comportamento não autêntico, bem como ataques baseados em raça, gênero ou orientação sexual”.

A rede social também deixou claro que a limpeza na plataforma é crucial para garantir que as corridas eleitorais na região não sejam prejudicadas.

Além disso, o Google Brasil anunciou, na última quinta-feira, 28, o lançamento da “Comprova” – uma espécie de coalizão entre a empresa, organizações e veículos de comunicação nacionais para verificar as notícias compartilhadas pelos internautas.

“A iniciativa é uma colaboração do First Draft, um projeto no Centro Shorenstein na Escola Kennedy de Harvard, Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), Projor (Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo), Associação Nacional de Jornais e 24 organizações jornalísticas. O projeto é fundamental dentro do escopo da Google News Initiative, que trabalha com redações do mundo todo para elevar a qualidade do jornalismo e combater o conteúdo enganoso”, diz o comunicado da empresa

O grupo produzirá recursos visuais compartilháveis para informar sobre a autenticidade dos boatos e os internautas poderão enviar sugestões sobre boatos e histórias que eles gostariam que fossem verificadas.

Fonte: Olhar Digital

Como definir limite para não estourar o plano de dados no Android

Ao utilizar a internet no celular sem uma conexão Wi-Fi ativa, você deve se atentar para não esgotar a franquia de dados e acabar com uma conexão limitada pelo resto do mês.

Veja abaixo como definir limite de uso diário dos dados móveis no Android.

Como definir limite para não estourar o plano de dados no Android
(Foto: Pexels / Olhar Digital)

Para a realização desta tarefa será usado o aplicativo Datally, criado pelo Google. Os recursos a serem utilizados foram adicionados na atualização de ontem, 19. Dito isto, seguem os passos:

Instalação e configuração do aplicativo

  1. Faça o download do Datally na Google Play. Caso já o possua, certifique-se que ele esteja atualizado;
  2. Quando abrir o aplicativo pela primeira vez, toque em “Primeiros passos”, conceda a permissão necessária e clique em “Abrir acesso ao uso”;

    Reprodução

  3. Na nova tela, selecione o “Datally” e habilite a opção “Permitir rastreamento de uso”;

    Reprodução

  4. De volta ao aplicativo, fica a seu critério enviar ou não relatórios de uso do aparelho para o Google. Então, selecione a operadora utilizada no celular.

    Reprodução

Limitando o uso de dados

Agora que o aplicativo já está instalado e configurado, serão realizados os passos para limitar o quanto de dados poderão ser gastos da sua franquia por dia. Veja:

  1. Na tela inicial do aplicativo toque em “Limite diário”;

    Reprodução

  2. Defina um valor desejado e clique em “Definir um limite diário”;

    Reprodução

  3. Na mensagem que aparece, toque em “Ativar” e em “Permitir”;

    Reprodução

  4. Uma explicação aparecerá dizendo que o Datally funciona como uma VPN. Clique em “Ok”.

    Reprodução

Pronto! O Datally já está configurado para limitar o uso diário de dados móveis no aparelho. Caso queira desativá-lo, basta abrir o aplicativo, ir em “Limite diário > Desativar o limite diário”.

Fonte: Olhar Digital

A internet não é mais a mesma

O ano 2000 é uma impossibilidade temporal. Ao mesmo tempo em que aconteceu outro dia, está há quase 20 anos no passado.

Por Flávia Denise - (otempo.com.br)

Internet

A lembrança dele vai ficando turva, embaralha-se com outros momentos da década e do milênio que lançou, mas de uma coisa eu me lembro bem: a internet era de graça nos anos 2000.

Tudo bem que o acesso à ela era caro. Mas, após pagar a elevada conta de telefone que a conexão discada provocava, ninguém desembolsava um único centavo a mais. Até porque a internet era um grande terreno descampado. Vivíamos a era do descobrimento. Nas revistas e nos jornais havia notícias sobre o curioso movimento do “diário online”, também conhecido como blog. As salas de bate-papo eram um avanço tecnológico impressionante – falava-se com gente do outro lado do mundo sobre amenidades. O correio eletrônico era promissor, e grandes empresas tentavam convencer usuários da internet a abrir uma conta.

Em meio a essas grandes novidades, havia um ponto em comum: não importava se você estivesse começando um blog, abrindo um e-mail ou entrando numa sala de bate-papo, não havia conta a pagar. Já era difícil o bastante convencer esses novíssimos usuários a investir no equipamento necessário para acessar a rede mundial de computadores. Não fazia sentido colocar mais um entrave ao acesso.

Popularização da internet

Desde a popularização da internet, vimos muitas mudanças. Os e-mails, aquelas ferramentas promissoras, agora são essenciais para o contato; os sites deixaram seus desenhos quadradinhos e mereceram ser chamados de conquistas do design; as redes sociais nasceram, evoluíram e se transformaram no ponto central da rede digital; e os blogs, aqueles diários online, deixaram a vocação do amadorismo para se transformarem em sites, na presença digital de pessoas, instituições e negócios.

Esses foram os anos 2010, em que vivíamos a era da colonização. Foi quando a internet já havia garantido um lugar no dia a dia da maior parte da população, impulsionada pelos smartphones, que nos permitiam ficar conectados durante o dia inteiro. O gasto principal ainda era com os equipamentos, mas havia uma ou outra conta a se pagar. Nada alarmante para os usuários, uma vez que a cobrança era exclusiva a quem pretendia ganhar dinheiro online.

Nova era da internet

Agora, nesses tempos confusos em que debates sobre política, economia e cultura são parte de uma única conversa, começa uma nova era da internet, a do controle. Como sempre, ela começa pelas margens, atingindo quem faz um “uso especial”. É de graça. Mas só para quem aceita todas as limitações, só para quem aceita nossos anunciantes num espaço que deveria ser seu, só para quem aceita que a empresa venda seus dados. Para todas as outras pessoas, há um programa de pagamentos escalonados em que a liberdade que há dez anos era costumeira é o nível máximo, com valor máximo.

Esse momento, porém, não vai durar, garanto. Rapidinho chegaremos ao auge da era do controle e pagaremos muito e com frequência por tudo aquilo que nos acostumamos a chamar de “essencial”: e-mail, rede social, site e outros.

Neste momento, vamos lançar o olhar ao passado e entender o quão fabulosa a internet foi e a grande oportunidade que foi viver seus primórdios. Vamos também retornar sem demora àquela época em que sabíamos que “de graça” era pegadinha ou fruto da luta de um governo, uma ONG ou um grupo independente. Cada um com sua agenda e com seus interesses, claro. Melhor aproveitar o tempo presente. Por mais caótico que seja, ainda vai piorar muito.

Fonte: otempo.com.br

↓
× Como posso te ajudar?