Facebook inicia “verificação de fatos” em fotos e vídeos

Empresa enfrenta alvoroço com reclamações que vão desde a disseminação de notícias falsas até o escândalo com a Cambridge Analytica

 
Fake News
Facebook: checagem de fatos na rede começou nesta quarta-feira, na França, com a ajuda da organização de notícias AFP (./Reuters)

O Facebook informou nesta quinta-feira que começou uma “checagem de fatos” em fotos e vídeos para reduzir as fraudes e falsas notícias que assolaram a maior rede social do mundo.

Há meses o Facebook enfrenta um alvoroço entre usuários cujas reclamações vão desde a disseminação de notícias falsas até o uso da rede para manipular eleições e a coleta de dados do Facebook de 50 milhões de pessoas pela consultoria política Cambridge Analytica.

Fotos e vídeos manipulados são outro problema crescente nas mídias sociais.

A checagem de fatos começou nesta quarta-feira, na França, com a ajuda da organização de notícias AFP e, em breve, se expandirá para mais países e parceiros, disse Tessa Lyons, gerente de produtos do Facebook, em entrevista coletiva com repórteres.

Lyons não disse quais critérios o Facebook ou a AFP usariam para avaliar fotos e vídeos, ou quanto uma foto poderia ser editada ou manipulada antes de ser considerada falsa.

O projeto faz parte de “esforços para combater notícias falsas sobre eleições”, afirmou.

Um representante da AFP não pode ser imediatamente contatado para comentar o assunto.

O Facebook tentou outras formas de conter a disseminação de notícias falsas. A empresa usou verificadores de fatos de terceiros para identificar tais notícias e, em seguida, deu menos destaque a essas histórias no feed do Facebook quando as pessoas compartilham os links.

Alex Stamos, diretor de segurança do Facebook, disse no comunicado que a empresa estava preocupada não apenas com fatos falsos, mas também com outros tipos de falsidade.

Ele também afirmou que o Facebook queria reduzir “audiências falsas”, que descreveu como “truques” para artificialmente expandir a percepção de apoio a uma mensagem em particular, bem como “narrativas falsas”, como manchetes e linguagem que “exploram divergências”.

Fonte: Exame.com

O RH na era da tecnologia: como se atualizar para não perder espaço?

As novas tecnologias estão permeando rapidamente os processos internos da companhia e mudando nossa forma de recrutar, treinar, comunicar, engajar e motivar os colaboradores nas organizações.

Mariane Guerra, Administradores.com, 16 de março de 2018, às 11h05

RH na era da tecnologia

A tecnologia está cada vez mais presente no dia a dia das pessoas. O acesso à internet pelo celular democratizou o mundo digital, deixando diversos tipos de informação na palma da mão e isso tem impactado tanto a vida pessoal quanto profissional dos brasileiros.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em dezembro de 2016 o uso do telefone celular se consolidou como o principal meio de acesso à internet no Brasil, chegando a 92% dos lares brasileiros.

Uma vez que sete em cada dez brasileiros possuem um dispositivo mobile, podemos concluir que o ambiente organizacional foi significativamente afetado por essa nova realidade, fato que não pode mais ser ignorado pela área de Recursos Humanos.

Enquanto o RH tradicional ainda está fundamentado em ciclos anuais, comunicação impessoal e unilateral, o colaborador vivencia na sua vida privada experiências estimulantes e atrativas, customizadas a partir de seus próprios interesses e históricos de buscas. A comparação é inevitável!

As novas tecnologias estão permeando rapidamente os processos internos da companhia e mudando nossa forma de recrutar, treinar, comunicar, engajar e motivar os colaboradores nas organizações. Essa nova vida digital está forçando os profissionais a repensarem a forma de interagir e de propiciar experiências aos seus colaboradores.

Com a crescente melhora da experiência virtual, os colaboradores estão esperando uma experiência de trabalho tão atrativa e engajadora quanto em outros segmentos. É quase um caminho inevitável para RH experimentar novas tecnologias que propiciem feedback em tempo real, apps que facilitem e popularizem seus programas, meios de comunicação mais modernos, instantâneos e produtivos, ferramentas que facilitem e melhorem a experiência dos colaboradores.

Diante de todo este cenário, fica evidente que analisar as informações da sua força de trabalho passa a ser um ator crítico de sucesso no mundo digital. Para isso, as companhias hoje em dia têm à sua disposição soluções de Big Data Analytics para coletar dados de forma estruturada, afim de analisá-los de maneira preditiva, influenciando a tomada de decisão de forma consciente e segura.

Sabendo utilizar ferramentas de análises, a rotina corporativa tende a mudar e é importante que mude! Com a exigência de tomadas de decisões rápidas às questões que surgem diariamente nas companhias, estes dados - se olhados de maneira efetiva - podem embasar as decisões e possibilitar que ações sejam realizadas de maneira estratégica.

Os setores de RH das companhias precisam tomar decisões que impactam diversas ações internas. Por isso, ter nas mãos a segurança de tomadas de decisões mais assertivas e menos intuitivas é um importante ganho e que precisamos colocar em prática.

Nos últimos anos, pudemos ver como o varejo, as vendas, os serviços, a educação e o transporte foram transformados pela tecnologia e pela digitalização da experiência do cliente. Agora é a vez dos departamentos de Recursos Humanos.

Mariane Guerra — Vice-presidente de Recursos Humanos da ADP

 

 

O que podemos aprender com as grandes violações de dados?

Ao considerar todas as falhas de dados a que somos expostos, os riscos e possibilidades de passar por isso têm se tornado cada vez maiores

Seth Ruden, Administradores.com, 8 de março de 2018, às 15h50
 
violações de dados

Não há como ignorar: nossa segurança financeira está diariamente comprometida. Sem dúvida, ao ler isso, muitos de vocês começaram a contar todas as vezes que isso já aconteceu em seu dia a dia – sejam em violações comerciais, como clonagem de cartão de crédito, ou em roubo de dados pessoais, que exigiram proteções extras e, talvez, até bloqueio de acesso a crédito ou outros tipos de danos.

E estas são apenas as violações que chegam ao nosso conhecimento. Ao considerar todas as falhas de dados a que somos expostos, os riscos e possibilidades de passar por isso têm se tornado cada vez maiores. No início de 2014, comentei que estávamos cansados das violações de dados. Hoje, acredito que estamos mais perto da completa exaustão e os consumidores têm se sentido impotentes.

Deveríamos nos perguntar como consumidores: o que exatamente foi comprometido? Que informação caiu no bolso dos infratores e como eles podem usá-la para me atacar? Quando nossos dados são comprometidos uma, duas ou várias vezes, estamos em maior risco? Quão vulneráveis estamos quando colocamos dados e detalhes pessoais nas mãos de hackers e fraudadores?

Normalmente, os consumidores se preocupam mais com os dados demográficos, que podem ser hackeados e usados no momento de autenticações, como no caso de abertura de uma conta ilegítima para pagamento de despesas não autorizadas ou para criar contas bancárias falsas. Precisamos ter consciência de que sempre existe um risco, mesmo que nós, como prestadores de serviços, não percebamos o impacto dele. Então o que podemos aprender com isso?

Autenticadores-zumbi são um presente para hackers

Bom, para começar, por que ainda usamos a autenticação baseada em dados estáticos emitidos por terceiros? Documentos pessoais, número de identidade, endereços domiciliares e a data de nascimento dos usuários são autenticadores-zumbi à disposição de hackers – muito mais do que as senhas em si! Estes dados, que deveriam ser sigilosos, estão disponíveis por meio de fontes públicas ou pesquisáveis... ainda em 2018.

Os hackers também têm bancos de dados para armazenar essas informações. Qualquer pessoa com acesso a um dark site pode pesquisar dados para ver se existe uma data de aniversário, número de identidade ou endereço residencial do alvo desejado. Na verdade, já existe um nome para essa situação: "Credential Stuffing”, ou seja, o ato de interceptar e usar o máximo de elementos de autenticação possíveis para tentar acessar e tomar o controle de uma conta.

Biometria e outras medidas de autenticação devem ser adotadas

Quando pedem dados para me autenticar dá até aflição. Prefiro fazer negócios com uma entidade com um processo de autenticação mais rígido e algo muito mais esperto e sofisticado para validar que eu sou, de fato, eu. Agora temos, inclusive, a biometria – e o cliente pode usá-la por meio de um dispositivo móvel.

Existem, também, a autenticação por perguntas dinâmicas (cujas respostas são conhecidas apenas pelo provedor de serviços e cliente) e a autenticação multifator, capaz de reunirdois ou mais tipos de validação diferentes. Isso pode ser usado para tornar a experiência muito mais eficaz e reduzir o potencial de risco. Eu me sentiria mais seguro vivendo neste mundo de violações, se soubesse que minha instituição financeira me autenticou de diferentes modos? Isso seria mais ágil e eficaz do que as autenticações atuais, com inúmeras perguntas durante o contato com o usuário? Sim, é claro!

Sei que ninguém quer receber uma carta de sua instituição financeira ou procurar por si mesmo em uma página de segurança para determinar se está exposto ao risco após uma grande falha ter sido revelada. Mas, infelizmente, essa é uma realidade. Deixar de usar dados estáticos e passar a utilizar autenticações dinâmicas deve ser considerada a grande lição dessas violações.

Seth RudenGerente de riscos de pagamento da ACI Worldwide

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